Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (3) o recolhimento voluntário de um lote da água mineral Crystal sem gás após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto.
O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, composto por cerca de 374 mil garrafas de 500 ml. Segundo a empresa responsável pelo envase, a Mineração Bom Jesus (MBJ), aproximadamente 99,2% das unidades já foram retiradas de circulação.
A contaminação foi identificada durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a análise inicial, um teste de contraprova confirmou a presença da bactéria na amostra coletada.
Consumidores devem verificar o lote
A Anvisa orienta que consumidores que possuam garrafas do lote fabricado em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027, não consumam o produto e acompanhem as orientações divulgadas pela empresa.
De acordo com a fabricante, a distribuição do lote ocorreu principalmente no Distrito Federal, em municípios de Goiás e Tocantins e em algumas cidades do interior paulista, entre elas Sorocaba, Itu, São Roque, Tatuí e Itapetininga.
Empresa afirma que caso é isolado
Em nota, a Mineração Bom Jesus informou que realizou mais de 300 análises após a identificação do problema e que todas apresentaram resultados negativos para contaminação.
A empresa destacou ainda que o recolhimento se restringe exclusivamente ao lote informado e que os demais produtos da marca Crystal não foram afetados.
Segundo a fabricante, a unidade de produção segue operando normalmente e mantém seus processos de controle de qualidade e segurança.
O que é a bactéria identificada
A Pseudomonas aeruginosa é considerada uma bactéria oportunista, geralmente associada a infecções em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
A empresa ressaltou que a ingestão não é considerada uma via comum de infecção e que não há registros de reclamações ou problemas de saúde relacionados ao lote recolhido.
Mesmo assim, a orientação das autoridades sanitárias é que o produto não seja consumido caso o consumidor identifique o lote afetado.




