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Tecnologia tem déficit de profissionais no Brasil e salários podem passar de R$ 50 mil

Levantamento aponta falta de mão de obra qualificada no setor e mostra que desenvolvimento de software, infraestrutura, dados e inteligência artificial concentram grande parte das oportunidades
Por: Redação
10 de agosto de 2026 - 3:06 PM

O mercado brasileiro de tecnologia segue com alta demanda por profissionais qualificados e enfrenta um descompasso entre a quantidade de trabalhadores procurados pelas empresas e a oferta de mão de obra disponível.

Dados reunidos em levantamento do setor mostram que, entre 2019 e 2024, o mercado demandou cerca de 665 mil profissionais de tecnologia, enquanto a oferta ficou em aproximadamente 465 mil trabalhadores, uma diferença de 30,2%. O cenário também aparece em relatório da Brasscom, entidade que representa empresas de tecnologia e comunicação.

Esse déficit ajuda a explicar a valorização de determinadas carreiras, especialmente em funções de liderança, segurança da informação, dados e inteligência artificial.

Desenvolvimento de software lidera oportunidades
Entre as áreas com maior volume de vagas, o desenvolvimento de software aparece na primeira posição, com 35,7% das oportunidades analisadas em um levantamento sobre anúncios de emprego.

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Na sequência estão infraestrutura e suporte, com 23,2%, e dados e inteligência artificial, com 17,7%.

Somadas, as áreas de desenvolvimento de software e infraestrutura concentram quase seis em cada dez vagas avaliadas.

A distribuição das oportunidades ficou assim:

Desenvolvimento de software: 35,7%
Infraestrutura e suporte: 23,2%
Dados e inteligência artificial: 17,7%
Projetos e gerenciamento: 12,9%
Testes e controle de qualidade: 5,7%
Segurança da informação: 2,5%
Automação de processos e sistemas: 2,3%

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Os números mostram que o setor não se resume à programação. Empresas também buscam profissionais capazes de administrar ambientes tecnológicos, proteger dados, implantar automações e trabalhar com inteligência artificial.

Salários podem superar R$ 50 mil
As maiores remunerações aparecem principalmente em cargos de liderança e alta especialização.

Entre os postos mais valorizados está o Chief Technology Officer (CTO), executivo responsável pela estratégia tecnológica de uma organização, com remuneração que pode chegar a R$ 53,6 mil mensais.

O Chief Security Officer (CSO), responsável pela estratégia de segurança, pode alcançar R$ 52,5 mil, enquanto o Chief Information Officer (CIO) pode receber até R$ 49,5 mil.

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Entre as demais funções apontadas estão:

Gerente de Dados: até R$ 37,9 mil
Gerente de Segurança da Informação: até R$ 37,2 mil
Gerente de TI Generalista: até R$ 35 mil
Especialista em IA e Machine Learning: até R$ 32,5 mil
Gerente de BI: até R$ 29,4 mil
Gerente de Infraestrutura: até R$ 27,9 mil
Engenheiro de Inteligência Artificial: até R$ 27,1 mil

Os valores representam faixas máximas para determinadas posições e não significam que todos os profissionais dessas áreas recebam essas remunerações. Experiência, porte da empresa, região, nível de especialização e modelo de contratação influenciam diretamente os salários.

Falta de profissionais qualificados ainda é desafio
O déficit não significa necessariamente ausência de candidatos em todas as vagas de tecnologia.

A principal dificuldade está em encontrar profissionais com a qualificação e a experiência exigidas pelas empresas, especialmente para funções mais especializadas.

O crescimento de cursos técnicos e formações de curta duração ajudou a ampliar a oferta de trabalhadores nos últimos anos, mas a diferença entre demanda e oferta ainda permanece relevante para parte das vagas formais.

Além disso, a rápida transformação das ferramentas utilizadas no setor exige atualização constante. Tecnologias relacionadas a inteligência artificial, computação em nuvem, segurança digital e análise de dados estão entre as áreas que mais vêm modificando as exigências do mercado.

Tecnologia está presente em vários setores
Outro fator que amplia a procura por esses profissionais é que a demanda não vem apenas de empresas originalmente ligadas à tecnologia.

Bancos, indústrias, hospitais, varejistas, empresas do agronegócio e organizações do setor público dependem cada vez mais de sistemas digitais, dados, automação e segurança da informação.

Isso faz com que profissionais de tecnologia sejam disputados por diferentes segmentos da economia.

Para quem busca entrar na área, o cenário reforça a importância da formação técnica, do desenvolvimento de habilidades práticas e da atualização constante. Apesar das oportunidades e dos salários elevados em determinados cargos, a entrada no mercado pode ser mais competitiva em posições iniciais.

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