A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta um cenário de crescimento para os setores de avicultura e suinocultura em 2026. As estimativas, apresentadas durante coletiva de imprensa realizada nesta semana, apontam que as exportações de carne de frango devem liderar o avanço entre as proteínas animais produzidas no país.
Segundo a entidade, os embarques de carne de frango poderão alcançar 5,875 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 10,3% em relação aos 5,324 milhões de toneladas exportados em 2025.
A expectativa é que o ritmo de expansão continue em 2027, quando as exportações poderão atingir 6,050 milhões de toneladas.
Produção também deve aumentar
Impulsionada pela demanda internacional, a produção brasileira de carne de frango deverá crescer entre 5,4% e 5,6% no próximo ano, alcançando um volume entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas.
No mercado interno, a disponibilidade da proteína também tende a aumentar. A projeção é de que o consumo chegue a 48,1 quilos por habitante ao ano, alta de 3,1%.
A ABPA destaca ainda que o primeiro semestre de 2026 já foi o melhor da história para as exportações de carne de frango.
Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 2,936 milhões de toneladas, volume 12,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Carne suína mantém trajetória de crescimento
As perspectivas também são positivas para a suinocultura.
A produção de carne suína poderá atingir 5,870 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5%.
Já as exportações devem alcançar 1,6 milhão de toneladas, avanço estimado em 5,9%.
No mercado brasileiro, o consumo per capita poderá chegar a 20 quilos por habitante ao ano, aumento de até 4,6%.
Consumo de ovos deve bater recorde
Outro destaque das projeções é o mercado de ovos.
A produção nacional deverá crescer até 4,1%, totalizando 64,8 bilhões de unidades em 2026.
Pela primeira vez, o consumo médio poderá ultrapassar a marca de 300 ovos por pessoa ao ano, chegando a 301 unidades.
As exportações de ovos, por outro lado, deverão apresentar uma redução temporária de até 26,6%, com previsão de recuperação em 2027.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento das exportações não compromete o abastecimento interno.
“A trajetória projetada mostra um crescimento equilibrado. O setor amplia sua presença internacional sem reduzir a oferta ao mercado brasileiro. Ao contrário: teremos mais carne de frango e carne suína disponíveis internamente e novo avanço no consumo de ovos.”





