A Justiça Eleitoral recebeu 1.103 denúncias de suspeitas de propaganda eleitoral irregular nos primeiros cinco dias da campanha das Eleições 2026. Os registros foram feitos por meio do Pardal, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) destinada ao recebimento e acompanhamento de possíveis infrações durante o período eleitoral.
Os dados contabilizados até quarta feira (19) mostram que São Paulo lidera o número de denúncias, com 193 ocorrências. Na sequência aparecem Pernambuco, com 106 registros; Paraná, com 102; Rio Grande do Sul, com 95; e Minas Gerais, com 89.
O levantamento reforça a atenção às regras eleitorais também nos municípios paulistas, incluindo Piracicaba, onde eleitores podem utilizar a ferramenta para comunicar eventuais irregularidades observadas durante a campanha.
Candidatos a deputado concentram denúncias
Entre os cargos citados nas ocorrências, candidatos a deputado estadual aparecem na primeira posição, com 424 registros. Candidatos a deputado federal somam 325 denúncias, enquanto partidos, coligações ou federações aparecem em 150 casos.
Candidaturas aos governos estaduais foram mencionadas em 79 registros.
O impulsionamento de conteúdo é até o momento o principal motivo das denúncias, com 339 ocorrências, correspondentes a cerca de 31% do total.
As irregularidades relacionadas à internet somam outras 289 reclamações. Também foram registrados casos envolvendo propaganda em bens públicos e particulares, propaganda antecipada, banners, cartazes, comícios e uso irregular de equipamentos de som.
Mais da metade dos casos ainda está em análise
Do total registrado pelo Pardal, 596 denúncias, ou 54%, permaneciam em análise. Outras 383 já haviam sido baixadas do sistema e 124 foram encaminhadas ao Processo Judicial Eletrônico (PJe).
As informações enviadas pelos cidadãos podem incluir fotos, vídeos, áudios e links que auxiliem a Justiça Eleitoral na apuração da ocorrência.
Como denunciar propaganda eleitoral irregular
Para utilizar o Pardal, o eleitor precisa se identificar por meio do e Título ou da plataforma Gov.br. A identidade do denunciante é mantida sob sigilo.
Depois do registro, o sistema gera um número de protocolo que permite acompanhar o andamento da denúncia.
O Pardal funciona em três módulos. O Pardal Móvel é utilizado pelos eleitores para registrar ocorrências em celulares e tablets. O Pardal ADM é destinado ao uso interno da Justiça Eleitoral, enquanto o Pardal Web reúne dados e estatísticas das denúncias.
Casos de desinformação com potencial de comprometer a integridade das eleições são direcionados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral. Já denúncias de crimes eleitorais e outros ilícitos podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral.
A propaganda eleitoral começou no domingo (16) e segue submetida às regras estabelecidas pela legislação e pelas resoluções da Justiça Eleitoral para o pleito de 2026.





