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Santa Catarina supera São Paulo e lidera ranking de competitividade dos Estados pela primeira vez

Levantamento do Centro de Liderança Pública avalia 100 indicadores em áreas como infraestrutura, segurança, educação, solidez fiscal e inovação
Por: Redação
27 de agosto de 2026 - 11:15 AM

Santa Catarina alcançou pela primeira vez a liderança do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), encerrando uma sequência de 14 anos de São Paulo na primeira colocação.

Na edição de 2026, São Paulo caiu para o segundo lugar, enquanto o Paraná aparece na terceira posição. O Rio Grande do Sul ocupa o quarto lugar.

O ranking compara os 26 estados e o Distrito Federal a partir de 100 indicadores distribuídos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. A edição de 2026 foi divulgada nesta quinta feira (27).

Por que Santa Catarina assumiu a liderança
Segundo o levantamento, Santa Catarina apresenta desempenho equilibrado entre diferentes áreas e está entre os cinco melhores estados do país nos dez pilares avaliados.

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O estado lidera áreas como segurança pública, sustentabilidade social, potencial de mercado e capital humano. Também avançou na eficiência da máquina pública, passando da décima para a terceira posição nesse quesito.

Outro fator favorável é o mercado de trabalho. Santa Catarina registrou a menor taxa de desocupação do país no primeiro trimestre de 2026.

Em 2025, o estado já ocupava a segunda colocação geral, atrás apenas de São Paulo, e liderava os pilares de capital humano e segurança pública.

São Paulo perde o primeiro lugar, mas mantém destaques
Apesar de deixar a liderança geral, São Paulo continua apresentando forte desempenho em áreas consideradas estratégicas.

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O estado permanece na primeira colocação em infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental, segundo os dados apresentados no levantamento.

A perda da liderança não significa, portanto, que São Paulo tenha deixado de ser competitivo. A mudança indica que Santa Catarina conseguiu apresentar desempenho mais equilibrado entre os diferentes critérios considerados.

Para Piracicaba, o resultado é relevante porque a cidade está inserida no estado que, apesar de cair para a segunda posição geral, mantém liderança em áreas diretamente relacionadas ao desenvolvimento econômico e à qualidade dos serviços públicos.

Sul e Sudeste continuam dominando as primeiras posições
O Paraná aparece em terceiro lugar e está entre os dez melhores estados em todos os pilares avaliados.

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O Rio Grande do Sul subiu uma posição e chegou ao quarto lugar, mesmo após os impactos econômicos e estruturais provocados pelas enchentes dos últimos anos.

Os resultados reforçam a concentração das primeiras posições entre estados das regiões Sul e Sudeste.

Ao mesmo tempo, o Centro Oeste também ganhou espaço. Todos os estados da região aparecem entre os dez primeiros colocados no ranking de 2026.

Ceará e Piauí avançam
O levantamento também aponta avanços fora do eixo Sul e Sudeste.

O Ceará chegou à 11ª posição e ocupa o quinto lugar nacional em educação. Já o Piauí alcançou a 19ª posição, seu melhor resultado desde o início da série analisada.

O Piauí também aparece em terceiro lugar no pilar de potencial de mercado.

Apesar desses avanços, o ranking ainda mostra diferenças importantes entre as regiões brasileiras, especialmente quando são considerados fatores como infraestrutura, qualificação profissional, capacidade fiscal e qualidade dos serviços públicos.

Rio de Janeiro continua fora dos dez primeiros
O Rio de Janeiro avançou duas posições, mas permanece como o único estado do Sudeste fora do grupo dos dez mais competitivos.

Entre os principais problemas está a solidez fiscal. O estado ocupa a 23ª posição nesse pilar.

O levantamento também aponta uma situação particular no mercado de trabalho fluminense: apesar de bons resultados em qualificação e produtividade, há dificuldades para converter esse potencial em inserção econômica.

O que o ranking mede
O Ranking de Competitividade dos Estados não mede apenas o tamanho da economia ou a riqueza de cada unidade da Federação.

A proposta é comparar a capacidade dos governos estaduais de gerar bem estar para a população, considerando fatores econômicos, sociais, fiscais e institucionais. O CLP utiliza dados oficiais para compor os indicadores analisados.

Por isso, um estado com economia maior pode apresentar problemas em determinadas áreas, enquanto outro, com menor renda, pode obter bons resultados em pilares específicos.

Na comparação com 2025, quando São Paulo liderava e Santa Catarina ocupava a segunda posição, a edição de 2026 marca a principal mudança no topo do ranking nos últimos anos.