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Reino Unido vai proibir redes sociais para menores de 16 anos e avalia limitar uso de inteligência artificial

Governo britânico pretende restringir acesso de crianças e adolescentes às principais plataformas digitais a partir de 2027
Por Redação
16 de junho de 2026 - 11:29 AM

O governo do Reino Unido anunciou uma das medidas mais rigorosas já adotadas no mundo para proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou que menores de 16 anos serão proibidos de utilizar as principais redes sociais do país, incluindo Instagram, Facebook, TikTok, Snapchat e X, antigo Twitter.

A nova regulamentação deverá ser implementada até o fim de 2026, com início efetivo previsto para os primeiros meses de 2027. Aplicativos de mensagens, como WhatsApp, não serão afetados pela medida.

Além da proibição das redes sociais, o governo britânico também estuda novas restrições para atividades online envolvendo crianças e adolescentes. Entre elas estão a proibição de transmissões ao vivo por menores e a limitação de conversas com desconhecidos em plataformas de jogos.

Outra proposta em análise é a criação de um “toque de recolher digital” durante a noite para interromper o uso contínuo da internet. A medida poderia atingir não apenas menores de 16 anos, mas também adolescentes de até 18 anos.

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Inteligência artificial também está na mira

O Reino Unido avalia ainda estabelecer regras específicas para o uso de chatbots de inteligência artificial por crianças e adolescentes.

Segundo o governo britânico, detalhes sobre as possíveis restrições deverão ser divulgados nas próximas semanas. A preocupação das autoridades envolve riscos relacionados à exposição de menores a conteúdos inadequados, desinformação e interações consideradas potencialmente prejudiciais.

Apoio dos pais

De acordo com dados divulgados pelo governo, cerca de 90% dos pais consultados apoiam a definição de uma idade mínima de 16 anos para acesso às redes sociais. Outros 85% afirmaram acreditar que os riscos associados ao uso dessas plataformas superam os benefícios para crianças e adolescentes.

Ao anunciar a medida, Keir Starmer classificou a segurança online infantil como um dos principais desafios da atualidade.

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“Vamos acabar com um sistema que está falhando com nossas crianças e tomar medidas ousadas para garantir o melhor começo de vida possível para elas”, afirmou o primeiro-ministro.

Debate global

A iniciativa britânica se soma a um movimento internacional de discussão sobre a proteção de menores no ambiente digital. Nos últimos anos, países como Austrália, França e alguns estados dos Estados Unidos também passaram a debater limites de idade, mecanismos de verificação e regras mais rígidas para plataformas digitais.

Especialistas apontam que o avanço das redes sociais e das ferramentas de inteligência artificial tem ampliado os desafios relacionados à privacidade, saúde mental, segurança e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Caso seja implementada, a proposta do Reino Unido poderá se tornar uma das legislações mais abrangentes do mundo voltadas ao controle do acesso de menores às plataformas digitais.

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