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Planeta em perigo: robôs humanoides desafiam o futuro do trabalho humano

Primeira entrega em massa realizada na China acende alerta sobre riscos sociais e econômicos da automação global.
Por Redação
24 de novembro de 2025 - 10:13 AM

A primeira entrega em massa de robôs humanoides para uma indústria chinesa reacendeu, nesta semana, o debate sobre os impactos da automação no futuro do trabalho humano. Os robôs foram projetados para operar 24 horas por dia, sem interrupções, e impulsionaram questionamentos sobre a capacidade da sociedade de lidar com a substituição de trabalhadores por máquinas. O tema foi destaque na reportagem do Domingo Espetacular.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o avanço tecnológico, embora inevitável, pode gerar efeitos profundos no mercado de trabalho. Para o professor de economia Paulo Feldman, o avanço da automação representa um “problema sério que todos os países enfrentam”, com potencial para reduzir a renda dos trabalhadores em setores diversos.

O professor de sociologia Glauco Arbix também destacou que, pela primeira vez, a inteligência artificial e robôs humanoides passam a “competir” diretamente com atividades que dependem de raciocínio e habilidades cognitivas, ampliando preocupações sobre o impacto nas profissões.

Robôs fazem trabalho de três pessoas, aponta estudo
Um estudo do MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, indica que cada robô instalado em linhas de produção pode realizar o trabalho equivalente ao de três pessoas. Outra análise, divulgada pela imprensa inglesa, projeta que mais de 20 milhões de vagas em fábricas poderão ser substituídas por máquinas nos próximos anos.

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Para Feldman, a lógica empresarial reforça a tendência de automação. “Empresa não é uma sociedade benemérita. Tem que ter lucro. Então, se é possível automatizar, vai automatizar”, afirmou.

Robôs no dia a dia e impactos em diferentes profissões
Vídeos nas redes sociais mostram robôs realizando atividades do cotidiano com rapidez crescente. Restaurantes no Japão já não utilizam garçons humanos. Nos Estados Unidos, máquinas montam e entregam hambúrgueres. Há também robôs que preparam drinques e outros que assumem funções em linhas de produção.

Embora a substituição seja mais comum em atividades de baixa qualificação, o avanço tecnológico já afeta áreas que exigem raciocínio complexo e criatividade. O caso da autora e ilustradora Lúcia Lemos foi citado na reportagem: ela começou a desenhar aos sete anos, tornou-se profissional aos 16, mas viu sua demanda desaparecer após a popularização de imagens geradas por inteligência artificial a partir de simples comandos.

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