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Pesquisa da Microsoft aponta que 88% dos brasileiros temem riscos da inteligência artificial

Levantamento global revela alta adoção da IA generativa no Brasil, mas também crescimento das preocupações com golpes, deepfakes e privacidade de dados.
Por Redação
12 de fevereiro de 2026 - 8:22 AM

Uma pesquisa divulgada pela Microsoft mostra que 88% dos brasileiros estão preocupados com os riscos associados à inteligência artificial. O dado faz parte da décima edição da Pesquisa Global de Segurança Online, que analisou a percepção de usuários sobre ameaças na internet e o uso de IA.

O estudo indica que, apesar do receio, o Brasil é o segundo país com maior adoção de inteligência artificial generativa, atrás apenas da Índia. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot estão cada vez mais presentes na rotina dos brasileiros, tanto no ambiente profissional quanto pessoal.

Principais preocupações
Entre os temores apontados pelos entrevistados no Brasil, destacam-se:

Exposição a abusos sexuais ou conteúdos inadequados online – 81%
Fraudes em geral – 80%
Problemas relacionados à privacidade de dados – 75%
Outro ponto de alerta é a dificuldade para identificar conteúdos manipulados. Apenas 31% dos brasileiros afirmam se sentir capazes de distinguir imagens reais de deepfakes criados por inteligência artificial.

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Benefícios também são reconhecidos
Apesar das preocupações, a pesquisa também registrou avaliações positivas sobre o uso da tecnologia. Entre os principais benefícios citados estão:

Ajuda no planejamento de tarefas – 56%
Respostas rápidas a perguntas – 56%
Aumento da eficiência no trabalho – 53%
O cenário revela uma relação ambivalente: enquanto a IA amplia produtividade e acesso à informação, também desperta receios quanto à segurança digital.

Jovens enfrentam mais riscos
O levantamento também avaliou a experiência de adolescentes na internet. Em 2025, os riscos relatados aumentaram, com o cyberbullying aparecendo como a principal preocupação entre os jovens, citado por 38% dos entrevistados.

Discursos de ódio, exposição a imagens gráficas e fraudes online também foram mencionados. Por outro lado, a pesquisa aponta que os adolescentes estão mais atentos e reativos: 90% afirmaram ter adotado alguma medida de proteção, como bloquear ou deixar de seguir perfis, enquanto 81% disseram ter conversado com alguém ou denunciado situações de risco.

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A pesquisa ouviu cerca de 15 mil pessoas de diferentes faixas etárias em 15 países, incluindo o Brasil, entre junho e julho do ano passado.

Impacto local
Em cidades como Piracicaba, onde o uso de tecnologia cresce em escolas, universidades e empresas, o debate sobre segurança digital e educação midiática ganha relevância. Especialistas reforçam a importância de orientar jovens e adultos sobre identificação de golpes, proteção de dados e uso responsável da inteligência artificial.

O avanço da IA no país reforça a necessidade de políticas públicas, capacitação e conscientização para que a tecnologia seja utilizada de forma segura e ética.

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