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Estudo indica que pacientes mantêm peso mesmo com menos aplicações de canetas emagrecedoras

Uso de medicamentos análogos do GLP 1 para controle de peso tem levado pacientes a reduzir frequência das injeções após emagrecimento, mantendo resultados em muitos casos.
Por Redação
8 de março de 2026 - 8:43 AM

Pacientes que utilizam medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras podem conseguir manter a perda de peso mesmo com menos aplicações ao longo do tempo. A conclusão aparece em análises recentes sobre o uso desses remédios, que têm ganhado espaço no tratamento da obesidade.

Os medicamentos são baseados em análogos do hormônio GLP 1, substância que ajuda a regular o apetite e o metabolismo. Eles são indicados principalmente para pessoas com obesidade ou diabetes tipo 2, sempre com acompanhamento médico.

Segundo especialistas, alguns pacientes que alcançam o peso desejado passam a aumentar o intervalo entre as aplicações, que normalmente são semanais. Em muitos casos, essa estratégia permite manter os resultados obtidos durante o tratamento inicial.

Tratamento exige acompanhamento médico
Médicos alertam que qualquer mudança na frequência do medicamento deve ser feita somente com orientação profissional. O ajuste pode depender de fatores como:

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histórico de peso do paciente
presença de doenças metabólicas
resposta individual ao medicamento
mudanças na alimentação e atividade física
Sem acompanhamento, existe risco de reganho de peso ou de uso inadequado do medicamento.

Uso crescente no Brasil
Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras se tornaram mais populares no Brasil. Medicamentos como semaglutida e tirzepatida passaram a ser utilizados tanto no controle do diabetes quanto no tratamento da obesidade.

Especialistas destacam, porém, que os remédios não substituem mudanças de estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.

Debate sobre acesso e custos
Outro ponto discutido por profissionais de saúde é o alto custo do tratamento, que pode limitar o acesso de parte da população. Dependendo do medicamento, o valor mensal pode chegar a centenas ou até milhares de reais.

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O tema também tem sido debatido em relação ao uso estético dos remédios, já que originalmente eles foram desenvolvidos para tratamento médico de doenças metabólicas.

Com a popularização das terapias, pesquisadores continuam avaliando formas de manutenção de peso a longo prazo, incluindo a possibilidade de reduzir a frequência das aplicações após a fase inicial do tratamento.