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Câncer de colo de útero ainda mata 20 mulheres por dia no Brasil, apesar de vacina disponível

Doença está ligada ao HPV em 99% dos casos e pode ser prevenida com imunização e exames de rotina; estimativa é de mais de 19 mil novos diagnósticos por ano
Por Redação
27 de fevereiro de 2026 - 10:44 AM

Mesmo sendo um dos poucos tipos de câncer que podem ser prevenidos por vacina, o câncer de colo de útero ainda mata cerca de 20 mulheres por dia no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam a estimativa de mais de 19 mil novos casos anuais no triênio de 2026 a 2028, número 14% superior ao registrado entre 2022 e 2025.

A doença é responsável por alta mortalidade, especialmente entre mulheres jovens: é o câncer que mais mata até os 35 anos e o segundo mais letal entre aquelas com até 60 anos.

Relação direta com o HPV
Quase todos os casos, cerca de 99%, estão associados à infecção pelo papilomavírus humano, o HPV. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, inclusive por atrito entre regiões genitais, podendo também ser orogenital ou anogenital.

Existem mais de 200 tipos de HPV. Alguns são classificados como de alto risco, por terem potencial oncogênico, ou seja, capacidade de provocar alterações celulares que podem evoluir para lesões pré cancerígenas e, posteriormente, câncer.

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Além do colo do útero, o vírus também pode causar câncer de vagina, vulva e canal anal nas mulheres, e câncer de ânus, pênis e orofaringe nos homens.

Estima se que oito em cada dez pessoas terão contato com o HPV ao longo da vida. O preservativo é fundamental na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, mas não garante proteção total contra o vírus, já que ele pode ser transmitido por contato com áreas não cobertas.

Vacina está disponível no SUS
A vacina contra o HPV integra o Programa Nacional de Imunizações desde 2014 e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para:

meninas e meninos de 9 a 14 anos
pacientes oncológicos até 45 anos
pessoas vivendo com HIV até 45 anos
transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea até 45 anos
usuários de PrEP entre 15 e 45 anos
vítimas de violência sexual de 15 a 45 anos
Na rede privada, está disponível a vacina nonavalente, indicada para homens e mulheres de 9 a 45 anos.

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Especialistas reforçam que, além da vacinação, a realização periódica de exames preventivos, como o papanicolau, é essencial para detectar lesões iniciais e interromper a evolução da doença.

Realidade local
Em Piracicaba, a vacina contra o HPV é aplicada nas unidades básicas de saúde conforme o calendário oficial. A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes, já que a imunização precoce é mais eficaz.

A ampliação da cobertura vacinal e o acesso aos exames preventivos são considerados fundamentais para reduzir a mortalidade por câncer de colo de útero nos próximos anos. Para especialistas, a combinação entre vacina, informação e diagnóstico precoce pode tornar a doença cada vez mais rara.

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