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Tarifaço dos EUA deve atingir 36,5% das exportações do agro brasileiro, estima CNA

Nova taxa de 25% entra em vigor em 22 de julho e poderá impactar cerca de US$ 4,6 bilhões em vendas do setor para o mercado norte americano
Por: Redação
20 de julho de 2026 - 5:38 PM

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos serão afetadas pela nova tarifa adicional de 25%, que entra em vigor na próxima quarta-feira (22).

Segundo a entidade, embora o governo norte americano tenha ampliado a lista de produtos isentos da medida, uma parcela significativa das exportações brasileiras continuará sujeita à nova cobrança.

Parte dos produtos foi retirada da lista
De acordo com a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, a ampliação das exceções ocorreu após negociações conduzidas por representantes do setor agropecuário junto ao governo dos Estados Unidos.

Entre os produtos que passaram a ficar de fora da nova tarifa estão pescados, mel e café solúvel.

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O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) aumentou o número de linhas tarifárias isentas para 2.126, em comparação com a proposta inicial apresentada em junho.

Segundo a CNA, o próprio governo norte americano justificou a decisão pela dependência da indústria dos EUA de determinados insumos brasileiros, pela insuficiência da produção doméstica e pelos possíveis impactos sobre cadeias produtivas estratégicas.

Produtos que seguem tarifados
Apesar das exceções, diversos produtos do agronegócio brasileiro continuarão sujeitos à tarifa adicional.

Entre eles estão madeira, arroz, uva, ovos, açúcar e outros itens.

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Em 2025, essas mercadorias representaram aproximadamente US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras para o mercado norte americano.

No total, o agronegócio brasileiro exportou US$ 11,409 bilhões em produtos para os Estados Unidos no ano passado, conforme dados do Sistema Agrostat.

CNA defende diálogo entre os países
A entidade informou que recebeu com preocupação a decisão do governo dos Estados Unidos e afirmou que continuará defendendo os interesses do setor agropecuário brasileiro.

Segundo Sueme Mori, a CNA participou de todas as etapas da investigação conduzida pelo governo norte americano, apresentando estudos técnicos e defendendo que a competitividade do agronegócio brasileiro resulta de investimentos, inovação e ganhos de produtividade ao longo das últimas décadas.

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A confederação também reforçou a importância da complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países e seguirá buscando soluções para preservar as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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