A expansão dos e books e audiolivros tem contribuído para aumentar a frequência de leitura no Brasil. Cerca de 18 milhões de brasileiros passaram a ler mais por causa dos formatos digitais, segundo pesquisa da Nielsen BookData, viabilizada pela plataforma Skeelo.
O levantamento ouviu 3 mil brasileiros de diferentes classes socioeconômicas, gêneros e regiões do país e analisou hábitos relacionados a e books, audiolivros, fanfics, quadrinhos, mangás e outros conteúdos.
Entre os leitores de e books, 43% afirmaram que passaram a ler muito mais após adotarem o formato digital. Entre os consumidores de audiolivros, o percentual chega a 45%.
A pesquisa também aponta que 21% dos leitores dos dois formatos consumiram dez ou mais livros nos 12 meses anteriores.
Praticidade e variedade atraem leitores
O levantamento identificou diferentes fatores que ajudam a explicar a adesão aos livros digitais.
Entre os usuários de e books, 40% apontaram o acesso a livros exclusivos ou conteúdos especiais como um dos atrativos. Outros 36% destacaram a possibilidade de encontrar um catálogo mais amplo e atualizado, enquanto 34% citaram formatos adicionais, como podcasts narrativos e séries em áudio.
No caso dos audiolivros, 40% mencionaram conteúdos alternativos além dos livros tradicionais. A possibilidade de combinar formatos também aparece com destaque: 35% valorizam poder começar uma obra no e book e continuar pelo áudio.
O acesso a conteúdos exclusivos foi mencionado por 34% dos consumidores de audiolivros.
Redes sociais também influenciam descoberta de livros
Instagram, YouTube e TikTok aparecem na pesquisa como canais utilizados pelos leitores para buscar informações e descobrir conteúdos literários.
Entre quem lê e books, 27% recorrem a criadores de conteúdo no Instagram para obter informações sobre livros. O mesmo percentual foi registrado entre consumidores de audiolivros.
No YouTube, os índices chegam a 27% entre leitores de e books e 33% entre usuários de audiolivros. Já perfis literários no TikTok são consultados por 23% e 25% desses públicos, respectivamente.
Os números mostram como o ambiente digital passou a atuar não apenas como suporte para a leitura, mas também como espaço de descoberta e circulação de recomendações literárias.
Livro impresso ainda mantém preferência
Apesar do avanço dos formatos digitais, o livro físico continua relevante. Segundo os dados apresentados pela reportagem do R7 sobre a pesquisa, 26,9% afirmam não ler livros digitais porque preferem o formato impresso.
O resultado indica que a expansão dos e books e audiolivros não necessariamente substitui o livro tradicional, mas amplia as possibilidades de acesso e consumo de conteúdo.





