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Hytalo Santos afirma que vídeos com menores tinham caráter “cultural”, em depoimento divulgado pela Justiça

Influenciador e marido continuam presos desde agosto e respondem por exploração sexual, produção de material pornográfico e tráfico de pessoas A matéria a seguir trata de crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes. O conteúdo tem finalidade exclusivamente jornalística e informativa, e não contém detalhes sensacionalistas.
Por Redação
1 de dezembro de 2025 - 11:00 AM

O influenciador Hytalo Santos, preso desde agosto na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa, declarou em depoimento que o conteúdo gravado com menores seria “cultural”. Ele e o marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, tornaram-se réus por produzir material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, após denúncias apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba.

Pedidos de liberdade negados
Na última sexta-feira, 28, o Tribunal de Justiça da Paraíba negou um novo pedido de habeas corpus para o casal. A defesa sustentava que o processo deveria tramitar na Justiça Federal, mas os magistrados entenderam que não havia elementos novos que justificassem a mudança. Um pedido liminar para liberar os réus também foi negado. A defesa não respondeu aos contatos até a última atualização desta matéria.

O juiz responsável observou que argumentos idênticos já haviam sido analisados em outro habeas corpus e que a nova solicitação não apresentou fundamentos adicionais.

Acusações e atuação do Gaeco
O Ministério Público da Paraíba denunciou os dois pelos crimes de tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, exploração sexual de vulneráveis e produção de material pornográfico com menores. O Grupo de Combate ao Crime Organizado, responsável pelas investigações, identificou um modus operandi sistemático para atrair adolescentes em situação de vulnerabilidade, utilizando promessas de fama, benefícios materiais e manipulação emocional.

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Segundo o Gaeco, também foram realizados procedimentos estéticos e tatuagens com conotação sexual, além de controle rígido imposto aos menores sobre suas rotinas e meios de comunicação.

O Ministério Público pediu ainda uma indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões.

 

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