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El Niño aumenta risco de incêndios florestais e coloca Brasil em alerta em 2026

Fenômeno climático deve intensificar calor e seca em parte do país, enquanto governo reforça ações de prevenção e amplia estrutura de combate ao fogo
Por Redação
7 de julho de 2026 - 8:58 AM

O Brasil entra na temporada de seca de 2026 sob um cenário de maior preocupação com os incêndios florestais. A previsão de fortalecimento do fenômeno El Niño aumenta o risco de queimadas em diversas regiões do país e coloca à prova as estratégias de prevenção e combate desenvolvidas após os recordes registrados em 2024.

De acordo com especialistas, o El Niño favorece temperaturas mais elevadas e redução das chuvas principalmente nas regiões Norte, Centro Oeste e parte do Sudeste, criando condições propícias para a propagação do fogo. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade considerada muito forte nos próximos meses.

Em 2024, o Brasil registrou a maior área queimada desde 2012. Já em 2025, houve redução significativa das queimadas, resultado atribuído às condições climáticas mais favoráveis e ao fortalecimento da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), criada para ampliar as ações preventivas e substituir a antiga lógica de combate baseada apenas no chamado “fogo zero”.

Governo amplia estrutura de prevenção
Para enfrentar a temporada de maior risco, o Governo Federal reforçou a estrutura destinada ao combate aos incêndios. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o orçamento destinado às ações em 2026 supera R$ 1 bilhão, o maior já registrado para a área.

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A operação contará com:

240 brigadas especializadas;
4.410 brigadistas contratados;
220 servidores federais;
19 helicópteros;
18 aviões para lançamento de água;
veículos especiais e bases operacionais distribuídas em áreas estratégicas do país.
Além disso, desde fevereiro o governo mantém decreto de emergência ambiental em regiões consideradas mais vulneráveis aos incêndios.

Áreas de maior preocupação
As previsões do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que mais de 2,5 mil municípios apresentam algum nível de risco para incêndios entre julho e setembro.

As áreas mais críticas concentram se no Centro Oeste, sul da Amazônia, Mato Grosso, Rondônia, Acre, sul do Amazonas, sul do Pará, Tocantins e na região conhecida como Matopiba, formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

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Especialistas alertam para desafios
Pesquisadores reconhecem os avanços obtidos nos últimos anos, principalmente com a criação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, mas destacam que ainda existem desafios importantes.

Entre eles estão a necessidade de ampliar a implementação das políticas de prevenção nos estados e municípios, garantir recursos financeiros permanentes e fortalecer o planejamento antes do início da temporada de seca.

Segundo especialistas, as mudanças climáticas, associadas ao uso inadequado do fogo e ao avanço das áreas degradadas, tornam os incêndios cada vez mais frequentes e severos, exigindo atuação integrada entre governos, produtores rurais e sociedade.

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