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Ibovespa supera 181 mil pontos pela primeira vez e dólar recua ao menor nível desde 2024

Bolsa brasileira renova recorde histórico com apoio de dados de inflação abaixo do esperado e entrada de capital estrangeiro; moeda americana fecha perto de R$ 5,20
Por Redação
28 de janeiro de 2026 - 9:21 AM

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia histórico nesta terça-feira (27). O Ibovespa, principal índice da B3, fechou acima dos 181 mil pontos pela primeira vez, renovando recorde e refletindo o cenário positivo após a divulgação de dados de inflação abaixo do esperado e a continuidade do fluxo de investidores estrangeiros para a bolsa.

O índice encerrou o pregão com alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos, após oscilar entre 178.852,46 e atingir máxima intradia de 183.359,56 pontos, o maior patamar já registrado. O volume financeiro negociado somou R$ 35,23 bilhões.

O desempenho foi sustentado principalmente pelas chamadas blue chips. A expectativa de cortes de juros favoreceu ações de commodities e do setor financeiro. Papéis da Petrobras avançaram 2,18% (PN) e 2,80% (ON), enquanto a Vale se recuperou da queda do dia anterior e subiu 2,20%. Bancos também tiveram forte valorização, como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil.

Segundo analistas, a perspectiva de redução da taxa básica de juros contribui para melhorar o ambiente econômico, reduzir inadimplência e impulsionar setores sensíveis ao crédito, como construção civil, varejo e locação de veículos.

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O mercado agora volta as atenções para a chamada “superquarta”, quando serão anunciadas as decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve. A expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15% e dos juros americanos no intervalo entre 3,50% e 3,75%.

Dólar em queda
No câmbio, o dólar teve forte desvalorização frente ao real. A moeda norte americana caiu 1,38%, fechando cotada a R$ 5,2074, o menor valor desde 28 de maio de 2024. O movimento reflete tanto o enfraquecimento do dólar no exterior quanto o aumento da entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro.

Especialistas apontam que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos segue como um dos principais fatores de atração de capital, ajudando a manter a moeda americana em patamares mais baixos.

Inflação abaixo do esperado
O cenário positivo foi reforçado pela divulgação do IPCA 15, prévia da inflação oficial, que subiu 0,20% em janeiro, abaixo das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,50%, exatamente no teto da meta do Banco Central.

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Para analistas, o resultado fortalece a percepção de que a política monetária começa a surtir efeito e mantém viva a expectativa de cortes nos juros a partir de março, dependendo do comportamento dos próximos indicadores econômicos.