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Golpe altera QR Code do Pix em compras online; Procon-SP orienta consumidores

Fraude pode substituir dados legítimos do pagamento e direcionar dinheiro para contas de criminosos; conferência do destinatário antes da transferência é essencial
Por: Redação
15 de setembro de 2026 - 7:00 AM

O Procon-SP alerta consumidores para um golpe que pode alterar o QR Code do Pix durante compras pela internet, fazendo com que o pagamento seja direcionado para uma conta diferente daquela vinculada à loja. A adulteração também pode atingir o código utilizado na modalidade Pix “copia e cola”.

A principal recomendação é não conferir apenas o valor da compra antes de confirmar a transferência. O consumidor deve verificar, no aplicativo do banco, o nome e os dados do destinatário que receberá o dinheiro.

Se a compra for feita diretamente com uma empresa, as informações apresentadas pelo banco devem ser compatíveis com o estabelecimento. Quando houver uma instituição de pagamento intermediando a operação, os dados devem corresponder à empresa informada durante o processo de compra.

Destinatário desconhecido é sinal de alerta
Caso apareça no aplicativo bancário um nome desconhecido ou sem relação com a loja ou instituição responsável pelo pagamento, a orientação é não concluir o Pix.

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Essa conferência pode permitir que o consumidor identifique uma adulteração do QR Code ou do código “copia e cola” antes que o dinheiro seja transferido.

Orientações anteriores do próprio Procon-SP também recomendam conferir os dados do destinatário e o valor antes de realizar pagamentos por Pix.

Caiu no golpe? Acione o banco imediatamente
Se o consumidor perceber que enviou dinheiro para uma conta fraudulenta, deve entrar em contato imediatamente com o banco ou instituição de pagamento, informar a ocorrência e solicitar a contestação por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

O MED é um procedimento específico do Pix para situações de fraude, golpe ou crime. Segundo o Banco Central, a solicitação pode ser apresentada em até 80 dias contados da transação. O prazo de 80 dias, portanto, não é uma ampliação recente de 30 para 80 dias: a regra geral já estava vigente anteriormente e permanece inalterada.

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A devolução não é automática. O caso precisa ser analisado pelas instituições envolvidas e a recuperação do dinheiro depende, entre outros fatores, da análise da contestação e da disponibilidade de recursos nas contas envolvidas.

Guarde comprovantes e registros
Além de procurar o banco, o consumidor deve comunicar a loja onde realizou a compra e preservar comprovantes, capturas de tela e registros dos contatos realizados.

A orientação é agir rapidamente ao identificar qualquer irregularidade. Antes de cada pagamento, conferir cuidadosamente quem aparece como destinatário continua sendo uma das medidas mais simples para evitar prejuízos.

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