Tem início nesta segunda-feira, 6 de julho, a audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para discutir a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos norte-americanos. A decisão final sobre a medida está prevista para o próximo dia 15 de julho.
O encontro acontece em Washington e reúne representantes do setor produtivo brasileiro, empresas americanas, associações empresariais e especialistas, que terão a oportunidade de apresentar argumentos técnicos contra a adoção das novas tarifas.
A proposta faz parte de uma investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Entre os pontos questionados estão o sistema de pagamentos Pix, acordos comerciais considerados preferenciais, políticas relacionadas ao etanol, combate ao desmatamento, corrupção e propriedade intelectual.
Audiência será dividida em dois dias
Os trabalhos serão realizados em 14 painéis distribuídos entre esta segunda-feira (6) e terça-feira (7). Cada participante inscrito terá cinco minutos para apresentar um resumo executivo defendendo os interesses do setor que representa.
Após as exposições, os representantes poderão responder a questionamentos feitos pelos integrantes do USTR, etapa considerada decisiva antes da conclusão da investigação.
Indústria e agronegócio lideram mobilização
Entre os brasileiros que participam da audiência estão representantes do agronegócio, da indústria de máquinas, do setor metalúrgico e de rochas naturais.
Participam da mobilização entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer) e o Centrorochas, além de importadores e compradores norte-americanos.
O setor privado considera a audiência a última oportunidade para tentar convencer o governo dos Estados Unidos a rever a proposta antes da decisão definitiva.
Caso a tarifa seja confirmada, diversos segmentos exportadores brasileiros poderão enfrentar aumento nos custos de acesso ao mercado norte-americano, com possíveis impactos sobre a competitividade e o volume das exportações.





