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Aposentadorias do INSS acima do mínimo devem ter reajuste de 4,66% em 2026

Índice oficial será confirmado pelo IBGE em janeiro; benefícios iguais ao piso nacional seguirão o novo salário mínimo, estimado em R$ 1.631
Por Redação
10 de novembro de 2025 - 3:48 PM

O governo federal prevê um reajuste de 4,66% para aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com valores acima do salário mínimo a partir de janeiro de 2026. A projeção consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e reflete a estimativa de inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para 2025.

O índice oficial de correção será confirmado em 9 de janeiro, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgar o resultado do INPC acumulado.

Já os benefícios vinculados ao piso previdenciário terão o mesmo reajuste aplicado ao salário mínimo nacional, que deve passar de R$ 1.518 para R$ 1.631, segundo projeções do Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor final será definido por decreto presidencial no início do próximo ano.

De acordo com o governo, o INPC também corrige o teto previdenciário, que é o valor máximo pago pelo INSS e utilizado como base para as contribuições de trabalhadores com salários mais altos. Com o reajuste projetado, o teto pode subir de R$ 8.157,41 para R$ 8.537,55 em 2026.

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Atualmente, o INSS informa que 12,1 milhões de beneficiários recebem acima do salário mínimo, enquanto 28,3 milhões têm renda equivalente ao piso nacional.

O calendário de pagamentos de 2026 ainda não foi divulgado, mas, tradicionalmente, os segurados que ganham até um salário mínimo recebem o valor atualizado nos últimos dias de janeiro, e os que ganham acima do piso, no início de fevereiro.

O reajuste das aposentadorias e do salário mínimo tem impacto direto nas despesas públicas e na renda das famílias, especialmente nas cidades do interior, como Piracicaba, onde boa parte da população aposentada depende dos benefícios do INSS como principal fonte de sustento. A atualização também tende a movimentar o comércio e os serviços locais, refletindo na economia regional.

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