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Simulador da USP aponta Brasil com 8,3% de chance de conquistar a Copa do Mundo 2026

Ferramenta criada por pesquisadores de universidades públicas permite ao público acompanhar e testar projeções estatísticas para o Mundial
Por Redação
18 de junho de 2026 - 1:47 PM

Um simulador desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de outras instituições públicas aponta que a Seleção Brasileira tem 8,3% de probabilidade de conquistar a Copa do Mundo de 2026.

A ferramenta, chamada Previsão Esportiva, utiliza modelos estatísticos para projetar resultados da competição e calcular as chances de cada seleção avançar nas diferentes fases do torneio. Pela primeira vez desde sua criação, durante a Copa de 2010, o sistema foi disponibilizado ao público, permitindo que os usuários interajam com os dados e acompanhem o impacto de diferentes cenários nas simulações.

De acordo com as projeções, a Espanha aparece como a principal favorita ao título, com 15,9% de chances, seguida pela França, com 14,8%, e pela Inglaterra, com 10,3%. O Brasil ocupa posição de destaque entre os candidatos ao troféu e aparece ligeiramente à frente da Argentina, atual campeã mundial, que registra 8,2% de probabilidade.

Segundo os pesquisadores, cada seleção recebe um índice de força baseado em diferentes critérios. A partir desses dados, o sistema simula o torneio completo, incluindo fase de grupos e confrontos eliminatórios. Antes do início da competição, a plataforma executou um milhão de simulações da Copa do Mundo 2026.

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O estudo também mostra que as chances de eliminação precoce do Brasil são reduzidas. A seleção teria apenas 4,6% de probabilidade de não avançar na competição. As projeções indicam ainda 63,6% de chance de alcançar as oitavas de final e 41,7% de chegar às quartas.

Os possíveis adversários também foram mapeados pelo simulador. A Holanda surge como o rival mais provável em uma fase eliminatória inicial, enquanto Espanha e França aparecem entre os principais candidatos a enfrentar o Brasil nas etapas decisivas.

Os modelos utilizados combinam diferentes metodologias. Um deles utiliza análise bayesiana, que reúne indicadores objetivos, como o ranking da Fifa, e avaliações de especialistas. O outro considera exclusivamente dados estatísticos, incluindo ranking Fifa, ranking Elo, desempenho recente das seleções e histórico em Copas do Mundo.

Para os idealizadores do projeto, além das previsões esportivas, a iniciativa busca aproximar a população da ciência de dados e demonstrar como a estatística pode ser aplicada para compreender fenômenos do cotidiano, inclusive no futebol.

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