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PF prende Daniel Vorcaro e Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Master

Operação Compliance Zero investiga esquema de títulos de crédito falsos; presidente do BRB é afastado por 60 dias
Por Redação
18 de novembro de 2025 - 2:38 PM

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça feira 18 o empresário Daniel Vorcaro dono do Banco Master durante a Operação Compliance Zero que cumpre mandados de prisão e busca em cinco estados e no Distrito Federal. Segundo informações divulgadas por órgãos federais e confirmadas por agências de notícia Vorcaro foi detido no momento em que tentava embarcar para o exterior. Também foi preso Augusto Lima principal sócio do executivo no Master.

A operação apura a emissão e negociação de carteiras de crédito falsas por instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional. As suspeitas incluem gestão fraudulenta gestão temerária e organização criminosa. Conforme a Polícia Federal as investigações começaram em 2024 a pedido do Ministério Público Federal para apurar a fabricação de créditos sem lastro que teriam sido vendidos a outro banco e posteriormente substituídos por ativos sem avaliação técnica após fiscalização do Banco Central.

Paralelamente à operação da PF o Banco Central decretou nesta manhã a liquidação extrajudicial do Banco Master que enfrentava instabilidade nos últimos meses. Com a medida ficam indisponíveis os bens dos controladores e ex administradores da instituição incluindo o próprio Vorcaro Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen entre outros.

A liquidação ocorre um dia após a holding Fictor apresentar proposta para aquisição do banco prevendo aporte imediato de R$ 3 bilhões. A negociação que também envolvia investidores dos Emirados Árabes Unidos não contemplava o Willbank e o Banco Master de Investimentos e agora está suspensa. Segundo o Broadcast a Fictor soube da liquidação pela imprensa e informou que não comentará o caso.

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A operação da PF também levou ao afastamento temporário por 60 dias de Paulo Henrique Costa presidente do Banco de Brasília BRB citado na investigação devido a operações envolvendo os títulos falsos ligados ao Master. Em nota ao Money Times o BRB afirmou que sempre atuou em conformidade com as normas de transparência e que nenhuma prisão ocorreu dentro da instituição apenas o cumprimento da decisão que determina o afastamento de dirigentes.

O Banco Master ainda não se manifestou publicamente sobre as prisões e sobre a intervenção do Banco Central.