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Licença paternidade ampliada para até 20 dias é sancionada; veja o que muda

Nova lei prevê aumento gradual do benefício até 2029 e amplia acesso a diferentes categorias de trabalhadores
Por Redação
1 de abril de 2026 - 3:10 PM

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que amplia a licença paternidade no Brasil, elevando o período dos atuais cinco dias para até 20 dias até 2029. A medida regulamenta um direito previsto desde a Constituição de 1988 e passa a valer de forma escalonada nos próximos anos.

O benefício será concedido em casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda de criança ou adolescente e também amplia o acesso a diferentes categorias de trabalhadores.

Ampliação será gradual
A nova regra estabelece um aumento progressivo da licença paternidade:

10 dias a partir de janeiro de 2027
15 dias a partir de janeiro de 2028
20 dias a partir de janeiro de 2029

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Além disso, o pagamento do benefício passará a ser feito pela Previdência Social. As empresas continuarão pagando o salário ao trabalhador e serão posteriormente reembolsadas pelo INSS.

Quem terá direito
A lei amplia o alcance do benefício, que passa a incluir não apenas trabalhadores com carteira assinada, mas também autônomos, empregados domésticos, microempreendedores individuais e outros segurados do INSS.

O texto também garante remuneração integral durante o período de afastamento e permite que a licença seja emendada às férias, sem possibilidade de divisão.

Situações especiais previstas
A legislação estabelece casos em que a licença pode ser ampliada ou equiparada à licença maternidade. Entre eles estão falecimento da mãe, adoção ou guarda unilateral pelo pai e ausência do nome da mãe no registro civil.

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Também há previsão de extensão em situações como nascimento de criança com deficiência ou internação do recém nascido ou da mãe.

Por outro lado, o benefício poderá ser negado em casos de violência doméstica, abandono material ou quando o trabalhador não se afasta efetivamente das atividades.

Proteção no emprego
A nova lei também cria estabilidade provisória. O trabalhador não poderá ser demitido sem justa causa durante a licença e por até 30 dias após o retorno ao trabalho.

Caso haja demissão nesse período, poderá haver reintegração ou pagamento de indenização.

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Avanço ainda é considerado limitado
Especialistas avaliam que a medida representa um avanço ao reconhecer o papel do pai no cuidado com os filhos, mas ainda é considerada tímida em comparação a modelos de licença parental adotados em outros países.

A mudança também busca incentivar uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares e contribuir para o desenvolvimento infantil.