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CIN obrigatória: saiba como emitir e o que muda na sua identificação

Nova Carteira de Identidade Nacional unifica o RG e o CPF e traz mais segurança, tecnologia e validade definida; emissão é gratuita em todo o país
Por Redação
11 de novembro de 2025 - 11:10 AM

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está disponível gratuitamente em todo o Brasil e vem para substituir o antigo RG, adotando o CPF como número único de identificação. O novo modelo busca unificar os documentos, reduzir fraudes e facilitar o acesso a serviços públicos e privados. Segundo o diretor do Departamento de Identidade Digital, Hudson Vinicius Mesquita, a mudança resolve um problema histórico atualmente, um cidadão pode ter até 27 números de RG diferentes, um para cada estado e o Distrito Federal.

“A CIN cria um sistema nacional integrado e elimina a possibilidade de múltiplos registros. É um avanço em segurança e economia de recursos”, afirmou Mesquita.

Mais tecnologia e segurança
A CIN conta com QR Code, que permite a checagem de autenticidade por meio de aplicativo do Ministério da Justiça, e com zona de leitura por máquina (MRZ), o mesmo padrão usado em passaportes. O documento também registra biometria facial e digital dos dez dedos, tornando a falsificação praticamente impossível.

Outro benefício é a aceitação internacional: o novo modelo pode ser utilizado em países do Mercosul, embora não substitua o passaporte em outras regiões.

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Validade e obrigatoriedade
A emissão da CIN não é obrigatória por enquanto, mas o antigo RG deixará de valer em 2032. Até lá, ambos os modelos coexistem. O novo documento tem prazos de validade definidos conforme a idade:

-0 a 12 anos: 5 anos
-12 a 60 anos: 10 anos
-Acima de 60 anos: validade indeterminada

A CIN também permite incluir dados adicionais, como número do Título de Eleitor, CNH, Cartão do SUS, Carteira de Trabalho, entre outros, desde que comprovados.

Como emitir a CIN

A primeira via é gratuita. O cidadão deve agendar o atendimento online ou comparecer diretamente ao instituto de identificação do estado onde reside.

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O agendamento deve ser feito no órgão emissor de cada estado como o Poupatempo, em São Paulo. Após o agendamento, é necessário comparecer pessoalmente ao local para a coleta de dados biométricos.

Confira a lista de locais com emissão disponível no site oficial do governo estadual.

Para consultar o local de emissão em outros estados, acesse o site oficial do Governo Federal:

Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
Paraíba
Paraná
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
Santa Catarina
São Paulo
Sergipe
Tocantins

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Segurança digital e proteção de dados

De acordo com o professor Isaías de Queiroz Ramos, especialista em Cibersegurança da PUC-Campinas, a unificação é positiva, mas requer atenção constante à infraestrutura digital. “Não há sistema 100% seguro, mas o Brasil tem avançado em resiliência e proteção digital com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, explicou.

O especialista recomenda cuidados pessoais para evitar golpes:

-Compartilhe documentos digitais somente quando necessário;
-Utilize marcas d’água ao enviar imagens;
-Evite informar dados em sites desconhecidos;
-Monitore seu CPF no site da Receita Federal.

Mais informações sobre a Carteira de Identidade Nacional (CIN) estão disponíveis no site oficial do Governo Federal: www.gov.br/pt-br/temas/carteira-de-identidade-nacional.