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Novo tarifaço dos EUA poupa agronegócio brasileiro e mantém alimentos fora da lista

Proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros ainda será analisada, mas exclui itens estratégicos como carnes, café, frutas e fertilizantes
Por Redação
2 de junho de 2026 - 4:22 PM

A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros trouxe preocupação para diversos setores da economia, mas parte importante do agronegócio ficou de fora da medida. O documento divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) prevê uma série de exceções que preservam produtos agrícolas considerados estratégicos para o comércio entre os dois países.

Entre os itens excluídos da possível sobretaxa estão carnes, café, frutas, chá, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas medicinais e fertilizantes. A lista também contempla aeronaves, peças aeronáuticas, produtos farmacêuticos, químicos orgânicos e minerais considerados essenciais para a economia norte-americana.

Investigação começou em 2025
A proposta é resultado de uma investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos em julho de 2025, durante a gestão do presidente Donald Trump. O processo foi conduzido com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio americana, utilizada para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos.

No relatório divulgado nesta semana, o USTR aponta preocupações relacionadas ao comércio digital, à proteção da propriedade intelectual, ao combate à corrupção, ao acesso ao mercado de etanol, ao funcionamento do sistema Pix e à fiscalização ambiental no Brasil.

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Segundo o documento, essas questões estariam criando obstáculos para empresas norte-americanas que atuam ou desejam atuar no mercado brasileiro.

Agro evita impacto mais severo
A exclusão de produtos agrícolas foi interpretada por analistas como uma tentativa de evitar impactos mais amplos nas cadeias globais de abastecimento.

O Brasil é um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e matérias-primas agrícolas, além de ser parceiro comercial relevante para o mercado norte-americano em diversos segmentos do agronegócio.

Caso produtos como carne bovina, café e frutas fossem incluídos na lista de sobretaxação, haveria potencial para aumento de custos em setores dependentes das exportações brasileiras e até reflexos sobre preços ao consumidor nos Estados Unidos.

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Negociações continuam
Apesar da divulgação da proposta, a medida ainda não é definitiva. O governo norte-americano abriu um período de consulta pública antes da decisão final.

O prazo para conclusão do processo está previsto para 15 de julho. Até lá, representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos devem continuar as negociações em busca de uma solução para o impasse comercial.

As conversas foram intensificadas após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump realizado recentemente na Casa Branca. No entanto, fontes ligadas às negociações indicam que ainda não houve avanços suficientes para encerrar a disputa.

Exportadores acompanham cenário
Enquanto aguardam a decisão final, entidades do setor produtivo monitoram os desdobramentos da proposta.

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A manutenção dos principais produtos agrícolas fora da lista foi recebida com alívio por representantes do agronegócio, mas a possibilidade de novas barreiras comerciais segue sendo acompanhada com atenção por exportadores brasileiros.