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Milhões de clientes ficam sem acesso ao dinheiro após intervenção em banco no Paraguai

Fechamento do Ueno Bank, que atendia cerca de 2,9 milhões de clientes, provoca manifestações em Assunção e aumenta a pressão sobre autoridades; Banco Central anuncia medidas para devolver depósitos.
Por: Redação
5 de novembro de 2026 - 1:41 PM

A intervenção no Ueno Bank, uma das instituições financeiras digitais do Paraguai, deixou milhões de clientes afetados pela interrupção dos serviços bancários e provocou manifestações na capital, Assunção.

A medida foi anunciada pelo Banco Central do Paraguai em 2 de novembro de 2026, após a identificação de problemas relacionados à situação financeira da instituição.

Com aproximadamente 2,9 milhões de clientes, o banco teve suas operações suspensas durante o processo de resolução, impedindo correntistas de movimentar normalmente os recursos mantidos na instituição.

A situação provocou preocupação entre famílias, trabalhadores, aposentados e comerciantes que utilizavam os serviços do banco para movimentações financeiras.

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Clientes protestam e exigem acesso ao dinheiro
Nos dias seguintes à intervenção, manifestações foram registradas em Assunção. Correntistas se mobilizaram para cobrar explicações das autoridades e medidas que permitam recuperar o acesso aos depósitos.

Os protestos ocorreram em diferentes pontos da capital paraguaia, incluindo as proximidades do Congresso Nacional.

Segundo a imprensa local, algumas manifestações registraram momentos de tensão e confrontos com forças policiais.

A principal reivindicação dos participantes é a liberação dos recursos depositados no banco e a definição de prazos claros para a devolução dos valores.

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Por que o Ueno Bank sofreu intervenção?
De acordo com o Banco Central do Paraguai, a decisão de iniciar o processo de resolução bancária foi motivada por problemas identificados na solvência da instituição.

A solvência é a capacidade de um banco cumprir suas obrigações financeiras. Quando os indicadores ficam abaixo dos limites exigidos pela regulamentação, o órgão supervisor pode adotar medidas para proteger os depositantes e reduzir os riscos ao sistema financeiro.

No caso do Ueno Bank, a intervenção resultou na suspensão dos serviços e na adoção de procedimentos para organizar a destinação dos ativos e o pagamento dos depósitos.

A medida não significa, necessariamente, que os clientes perderam definitivamente o dinheiro.

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Banco Central anuncia devolução de depósitos
Diante da repercussão da crise, o Banco Central do Paraguai anunciou medidas para iniciar a restituição dos recursos aos clientes afetados.

Entre as providências divulgadas está um primeiro adiantamento de até 10 milhões de guaranis por depositante, conforme as condições estabelecidas pelas autoridades financeiras.

Para os valores superiores, a devolução deverá seguir os procedimentos e cronogramas definidos no processo de resolução.

Em 5 de novembro, o Banco Central também informou sobre a disponibilização de uma plataforma para consulta das instituições responsáveis pelos pagamentos antecipados.

Apesar dos anúncios, a liberação efetiva dos valores depende da execução dessas medidas.

Crise bancária provoca repercussões políticas
Além das consequências financeiras, o fechamento do Ueno Bank provocou questionamentos sobre a fiscalização do sistema bancário paraguaio.

As manifestações ampliaram a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña, enquanto representantes políticos passaram a cobrar esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à intervenção.

A imprensa internacional também noticiou investigações e iniciativas políticas relacionadas ao caso.

As responsabilidades administrativas e eventuais irregularidades permanecem em apuração pelas autoridades competentes.

O que os clientes devem fazer?
Os correntistas devem acompanhar os comunicados oficiais do Banco Central do Paraguai e verificar os procedimentos anunciados para a recuperação dos depósitos.

Também é importante evitar o compartilhamento de dados bancários ou pessoais em páginas e mensagens que não sejam canais oficiais.

O processo de devolução dos valores deve ocorrer conforme as regras e os limites estabelecidos pela autoridade financeira paraguaia.

Milhões de clientes afetados, mas perdas definitivas não estão confirmadas
Embora a interrupção dos serviços tenha atingido uma instituição com aproximadamente 2,9 milhões de clientes, não há confirmação de que todos perderam definitivamente seus recursos.

O que está confirmado é a suspensão das operações bancárias, as dificuldades de acesso aos depósitos e o anúncio de mecanismos para iniciar os pagamentos.

O Jornal Via acompanha os desdobramentos da crise e as medidas adotadas para garantir os direitos dos correntistas.