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SUS passa a oferecer novo teste para rastreamento de câncer colorretal

Exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos e poderá ampliar o acesso à detecção precoce da doença pelo Sistema Único de Saúde
Por: Redação
11 de agosto de 2026 - 8:00 AM

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incluir, a partir desta segunda feira (10), o teste imunoquímico fecal, conhecido pela sigla FIT, entre os procedimentos disponíveis na rede pública para rastreamento do câncer colorretal.

A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União e estabelece que o exame será destinado a homens e mulheres entre 50 e 75 anos que não apresentem sintomas da doença.

O rastreamento deverá ser realizado a cada dois anos.

Exame detecta sangue oculto nas fezes
O FIT é um exame de fezes que identifica pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem estar relacionadas à presença de pólipos, lesões pré cancerígenas ou câncer no intestino.

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Diferentemente de métodos mais antigos de pesquisa de sangue oculto, o teste utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, aumentando a precisão do resultado.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o exame apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

Público alvo será de 50 a 75 anos
A nova estratégia do SUS será voltada exclusivamente ao rastreamento de pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos.

Isso significa que o FIT não substitui a investigação médica de pacientes que já apresentam sintomas ou possuem suspeita clínica de câncer colorretal.

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Nesses casos, a avaliação deve seguir os protocolos indicados pelos profissionais de saúde, que podem incluir outros exames.

A estimativa do governo é de que a inclusão do teste possa ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce para mais de 40 milhões de brasileiros.

Câncer colorretal está entre os mais frequentes no país
O câncer colorretal atinge o intestino grosso, incluindo cólon e reto, e está entre os tipos mais frequentes no Brasil.

Excluindo os tumores de pele não melanoma, é atualmente o segundo câncer com maior incidência no país.

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O Instituto Nacional de Câncer estima cerca de 53,8 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.

A detecção precoce aumenta as possibilidades de tratamento e pode permitir a identificação de lesões antes mesmo da evolução para um tumor maligno.

Como funciona o teste
Para realizar o FIT, o paciente recebe um kit para coleta das fezes em casa. Depois, a amostra é encaminhada para análise laboratorial.

Entre as principais vantagens do exame estão a simplicidade e a menor necessidade de preparação.

O teste:

não exige preparo intestinal;
não exige dieta específica antes da coleta;
pode ser feito com apenas uma amostra;
é menos invasivo;
facilita a adesão da população ao rastreamento.

Caso seja identificado sangue oculto, o paciente deverá ser encaminhado para avaliação e exames complementares.

Colonoscopia continua sendo fundamental
Mesmo com a inclusão do FIT, a colonoscopia continua tendo papel central na investigação de alterações intestinais.

O exame permite visualizar diretamente o cólon e o reto e também possibilita a retirada de pólipos durante o procedimento, o que pode impedir que algumas lesões evoluam para câncer.

A estratégia com o FIT busca ampliar o rastreamento inicial na população assintomática e direcionar para investigação mais aprofundada os pacientes que apresentarem resultados alterados.