Motoristas que possuem veículos flex podem economizar mais de R$ 300 por mês ao optar pelo etanol em vez da gasolina. A estimativa é da União da Indústria de Cana de Açúcar e Bioenergia (Unica), que atribui a vantagem ao aumento da oferta do biocombustível e à expectativa de uma safra recorde em 2026.
Segundo a entidade, a capacidade de produção de etanol no Brasil cresceu cerca de 30% entre 2020 e 2026, ampliando a disponibilidade do combustível e reduzindo seu preço nas bombas.
De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, o cenário atual favorece principalmente quem abastece regularmente.
“Neste ano teremos a maior safra da história. Como consequência, o preço do etanol está extremamente competitivo e oferece uma economia significativa para o consumidor”, afirmou.
Economia pode ultrapassar R$ 80 por abastecimento
Com base nos preços médios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Unica calcula que abastecer um tanque de 60 litros com etanol pode representar uma economia de aproximadamente R$ 80 em comparação com a gasolina.
Para quem abastece uma vez por semana, a economia pode superar R$ 300 ao longo de um mês.
Quando vale a pena abastecer com etanol?
A recomendação para os proprietários de veículos flex continua sendo comparar os preços dos combustíveis antes de abastecer.
A conta é simples:
Divida o preço do litro do etanol pelo preço da gasolina.
Se o resultado ficar entre 70% e 73%, dependendo do modelo do veículo, o etanol tende a ser a opção mais vantajosa financeiramente.
No estado de São Paulo, por exemplo, o litro do etanol gira em torno de R$ 3,70, enquanto a gasolina custa aproximadamente R$ 6,40, mantendo o biocombustível competitivo mesmo considerando seu rendimento menor.
Produção nacional reduz dependência da gasolina importada
A Unica também destaca que o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32%, contribui para reduzir a dependência brasileira da gasolina importada.
Segundo a entidade, além de fortalecer a segurança energética, a medida amplia o uso de um combustível renovável produzido no país, gera empregos, movimenta a cadeia sucroenergética e ajuda na redução das emissões de gases de efeito estufa.





