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MPF pede à Justiça suspensão do aumento da mistura de etanol na gasolina

Ação questiona decisão que elevou o percentual de etanol anidro de 30% para 32% e pede perícia independente antes da entrada em vigor da medida.
Por: Redação
24 de julho de 2026 - 11:36 AM

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça pedindo a suspensão do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passaria de 30% para 32% a partir de 1º de agosto.

Segundo o órgão, os estudos técnicos utilizados para embasar a decisão não seriam suficientes para garantir a segurança da mudança. O aumento foi aprovado neste mês pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.

MPF questiona estudos técnicos
Na ação, o MPF argumenta que os testes apresentados pelo governo foram realizados para validar a mistura de 30% de etanol, e não a adoção permanente do novo percentual de 32%.

Além da suspensão da medida, o órgão solicita que a Justiça determine a realização de uma perícia técnica independente e estabeleça protocolos mais rigorosos para futuras alterações na composição dos combustíveis, incluindo testes de longa duração e divulgação transparente dos estudos científicos.

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O Ministério Público Federal também pede uma indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos, alegando falta de clareza no processo e possíveis riscos à coletividade.

Governo defende mudança
O Ministério de Minas e Energia afirma que estudos técnicos confirmaram a viabilidade da elevação da mistura para 32%, com resultados obtidos por meio de metodologia reconhecida.

Segundo a pasta, a produção nacional de etanol é suficiente para atender ao aumento da demanda, estimada em cerca de 600 milhões de litros durante o período de vigência da medida, sem comprometer o abastecimento.

Impacto esperado
De acordo com o governo federal, o aumento da participação do etanol anidro na gasolina poderá reduzir em aproximadamente R$ 0,03 por litro o preço do combustível ao consumidor.

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A medida também tem como objetivo diminuir as emissões de gases de efeito estufa, com estimativa de redução de cerca de 552 mil toneladas de CO₂ equivalente durante o período de vigência.

Até o momento, a proposta segue válida e aguarda análise da Justiça sobre o pedido de suspensão apresentado pelo MPF.