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Carne bovina brasileira bate recorde de faturamento e consolida liderança no mercado mundial

Relatório da Abiec aponta que cadeia produtiva movimentou R$ 1,159 trilhão em 2025, impulsionada por crescimento da produção, exportações e ganhos de produtividade
Por Redação
17 de julho de 2026 - 11:31 AM

A cadeia produtiva da carne bovina brasileira alcançou um resultado histórico em 2025. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que o setor movimentou R$ 1,159 trilhão, valor equivalente a aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

As informações fazem parte da 11ª edição do Beef Report 2026, lançado nesta semana em Brasília. O relatório confirma o Brasil como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, com recordes de produção, abates e vendas ao mercado internacional.

Produção e exportações atingem marcas históricas
Segundo o levantamento, o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC) em 2025, o maior volume já registrado.

Ao longo do ano, foram abatidos 47,79 milhões de bovinos, sendo que 63,6% passaram por inspeção do Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsável pelo controle sanitário da produção.

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No mercado externo, as exportações também alcançaram um novo recorde. As vendas para 177 países renderam US$ 18 bilhões, consolidando o país na liderança global do setor.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, seguida por Estados Unidos, Chile, União Europeia e Rússia.

Produtividade cresce acima da expansão do rebanho
O relatório mostra que a produção de carne bovina cresceu 146,6% entre 1990 e 2025, ritmo superior ao avanço do rebanho nacional, que aumentou 40% no mesmo período e alcançou 195,5 milhões de cabeças, o maior rebanho comercial do mundo.

Segundo a Abiec, os números refletem investimentos em tecnologia, melhoramento genético e sistemas mais eficientes de produção.

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Sustentabilidade ganha destaque
O estudo também destaca a evolução da produtividade sem expansão proporcional das áreas de pastagem.

Nos últimos 30 anos, a produtividade da pecuária aumentou 183%, enquanto a área destinada às pastagens foi reduzida em 18%, passando para cerca de 160 milhões de hectares.

De acordo com a entidade, aproximadamente 27,9 milhões de hectares de pastagens degradadas foram convertidos para agricultura e outras atividades produtivas.

Atualmente, cerca de 64% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto as pastagens ocupam aproximadamente 19% da área do país.

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A Abiec também destaca que sistemas intensivos de produção, como confinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP), responderam por 23% dos abates em 2025.

Perspectivas para os próximos anos
As projeções do Beef Report indicam crescimento contínuo da pecuária brasileira até 2035.

A expectativa é que a produção nacional alcance 15,18 milhões de toneladas equivalente carcaça, aumento de 23% em relação a 2025.

Já as exportações poderão crescer 56,5%, passando de 4,53 milhões para 7,09 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de proteína bovina para o mercado internacional.