A cadeia produtiva da carne bovina brasileira alcançou um resultado histórico em 2025. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que o setor movimentou R$ 1,159 trilhão, valor equivalente a aproximadamente 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
As informações fazem parte da 11ª edição do Beef Report 2026, lançado nesta semana em Brasília. O relatório confirma o Brasil como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, com recordes de produção, abates e vendas ao mercado internacional.
Produção e exportações atingem marcas históricas
Segundo o levantamento, o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC) em 2025, o maior volume já registrado.
Ao longo do ano, foram abatidos 47,79 milhões de bovinos, sendo que 63,6% passaram por inspeção do Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsável pelo controle sanitário da produção.
No mercado externo, as exportações também alcançaram um novo recorde. As vendas para 177 países renderam US$ 18 bilhões, consolidando o país na liderança global do setor.
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, seguida por Estados Unidos, Chile, União Europeia e Rússia.
Produtividade cresce acima da expansão do rebanho
O relatório mostra que a produção de carne bovina cresceu 146,6% entre 1990 e 2025, ritmo superior ao avanço do rebanho nacional, que aumentou 40% no mesmo período e alcançou 195,5 milhões de cabeças, o maior rebanho comercial do mundo.
Segundo a Abiec, os números refletem investimentos em tecnologia, melhoramento genético e sistemas mais eficientes de produção.
Sustentabilidade ganha destaque
O estudo também destaca a evolução da produtividade sem expansão proporcional das áreas de pastagem.
Nos últimos 30 anos, a produtividade da pecuária aumentou 183%, enquanto a área destinada às pastagens foi reduzida em 18%, passando para cerca de 160 milhões de hectares.
De acordo com a entidade, aproximadamente 27,9 milhões de hectares de pastagens degradadas foram convertidos para agricultura e outras atividades produtivas.
Atualmente, cerca de 64% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto as pastagens ocupam aproximadamente 19% da área do país.
A Abiec também destaca que sistemas intensivos de produção, como confinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP), responderam por 23% dos abates em 2025.
Perspectivas para os próximos anos
As projeções do Beef Report indicam crescimento contínuo da pecuária brasileira até 2035.
A expectativa é que a produção nacional alcance 15,18 milhões de toneladas equivalente carcaça, aumento de 23% em relação a 2025.
Já as exportações poderão crescer 56,5%, passando de 4,53 milhões para 7,09 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de proteína bovina para o mercado internacional.




