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Pesquisa premiada de brasileiro pode abrir caminho para novos tratamentos contra o câncer

Estudo sobre a ferroptose, mecanismo de morte celular, rendeu um dos principais prêmios de pesquisa em câncer da Alemanha ao cientista brasileiro José Pedro Friedmann Angeli. Descoberta ainda está em fase inicial, mas é considerada promissora.
Por Redação
13 de julho de 2026 - 8:10 AM

O pesquisador brasileiro José Pedro Friedmann Angeli foi reconhecido com um dos mais importantes prêmios de pesquisa em câncer da Alemanha por estudos sobre a ferroptose, um mecanismo de morte celular que pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento contra tumores agressivos e resistentes aos medicamentos.

Professor e pesquisador da Universidade de Würzburg, na Alemanha, Angeli recebeu o reconhecimento na categoria de pesquisa experimental graças às descobertas realizadas por seu grupo sobre os mecanismos biológicos que regulam a ferroptose e suas possíveis aplicações na oncologia.

O que é a ferroptose?
A ferroptose é um tipo de morte celular provocada pela oxidação de gorduras presentes nas células. Em determinadas situações, esse mecanismo pode ser induzido para eliminar células cancerígenas que não respondem aos tratamentos convencionais.

Segundo o pesquisador, o processo pode ser comparado à oxidação de alimentos, como manteiga ou queijo deixados fora da geladeira. Da mesma forma que esses alimentos sofrem alterações provocadas pelo oxigênio, as células também podem passar por esse processo.

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Os estudos indicam que controlar esse mecanismo pode representar uma nova estratégia para combater tumores considerados mais resistentes.

Descoberta ainda levará anos até os pacientes
Apesar dos resultados considerados promissores, Angeli ressalta que a pesquisa ainda está em fase inicial.

Segundo o cientista, o grupo conseguiu identificar o papel de uma enzima importante na regulação da ferroptose e desenvolver compostos com potencial terapêutico. No entanto, ainda serão necessários diversos estudos antes que a descoberta possa ser aplicada na prática clínica.

A expectativa é de que, caso todas as etapas sejam concluídas com sucesso, os primeiros estudos clínicos possam ocorrer entre 10 e 15 anos.

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Esperança para tratamentos futuros
Pesquisas realizadas em laboratório já demonstraram que diversos tipos de tumores apresentam sensibilidade à ferroptose, principalmente aqueles considerados mais agressivos e resistentes às terapias atualmente disponíveis.

Especialistas destacam, porém, que os resultados ainda dependem de novas pesquisas para comprovar segurança e eficácia em seres humanos antes que possam se transformar em tratamentos disponíveis para pacientes.