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Gastos do governo federal chegam a R$ 2,6 trilhões e preocupam especialistas

Alta das despesas obrigatórias, como Previdência e BPC, leva governo a ampliar bloqueio no Orçamento e reacende debate sobre sustentabilidade fiscal.
Por Redação
1 de julho de 2026 - 8:07 AM

As despesas do governo federal atingiram R$ 2,633 trilhões no acumulado de 12 meses até maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional e analisados pela CNN Brasil. O volume se aproxima do maior patamar da série histórica, registrado durante a pandemia de Covid-19, quando os gastos chegaram a R$ 2,822 trilhões em novembro de 2020.

O crescimento das despesas tem sido impulsionado principalmente pelos gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que acompanham os reajustes do salário mínimo e pressionam o orçamento da União.

Somente a Previdência Social consumiu R$ 1,117 trilhão nos últimos 12 meses, mais que o dobro dos gastos com servidores públicos, estimados em R$ 440,1 bilhões.

Governo amplia bloqueio no Orçamento

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Diante do aumento das despesas, o governo federal elevou para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de recursos do Orçamento. A medida busca garantir o cumprimento das regras do arcabouço fiscal, que limita o crescimento das despesas públicas acima da inflação.

As projeções do governo indicam aumento de R$ 14,1 bilhões nas despesas com o BPC e de R$ 11,5 bilhões nos benefícios previdenciários ao longo deste ano.

Especialistas alertam para necessidade de reformas

Economistas avaliam que o crescimento das despesas obrigatórias reduz o espaço para investimentos públicos e pode comprometer o funcionamento da máquina pública nos próximos anos.

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Segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, o cenário reforça a necessidade de discutir reformas estruturais, especialmente na Previdência, para conter o avanço dos gastos e preservar o equilíbrio das contas públicas.

Também há preocupação com o impacto sobre a dívida pública. Em abril, a dívida federal alcançou R$ 8,798 trilhões, equivalente a cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB).

Na avaliação de economistas, sem medidas para controlar o crescimento das despesas obrigatórias, o país poderá enfrentar dificuldades fiscais mais severas nos próximos anos, com reflexos sobre investimentos, juros e crescimento econômico.

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