A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou duas companhias aéreas estrangeiras a operar serviços regulares de transporte de passageiros e cargas no Brasil. A decisão beneficia a espanhola Wamos Air e a nigeriana Air Peace, ampliando as possibilidades de conexões internacionais para o país.
A autorização representa um passo importante para a expansão da malha aérea internacional. No caso da Wamos Air, a medida viabiliza o início das operações de longo curso da Gol, que utilizará aeronaves da companhia espanhola enquanto aguarda a incorporação definitiva de aviões próprios para voos intercontinentais.
Especializada no modelo conhecido como “wet lease”, a Wamos fornece aeronaves, tripulação, manutenção e seguro para outras empresas aéreas. A companhia integra o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca.
A expectativa é que um Airbus A330-200 da empresa seja utilizado nas novas operações internacionais da Gol, incluindo a rota entre Rio de Janeiro e Nova York. Outros destinos europeus, como Lisboa e Paris, também fazem parte dos planos de expansão da companhia brasileira.
Ligação direta entre Brasil e Nigéria
A Air Peace, uma das maiores companhias privadas da Nigéria, também recebeu autorização para atuar no mercado brasileiro. A empresa deverá inaugurar uma ligação aérea direta entre Lagos e São Paulo, reduzindo significativamente o tempo de viagem entre os dois países.
Atualmente, o deslocamento exige múltiplas conexões e pode levar quase dois dias. Com a nova rota, o trajeto poderá ser realizado em aproximadamente sete horas.
A operação é resultado de acordos firmados entre os governos brasileiro e nigeriano nos últimos anos, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais, turísticas e diplomáticas entre os dois países.
Expansão do mercado aéreo
A entrada das duas companhias reforça o movimento de ampliação da conectividade internacional do Brasil. Além das novas rotas previstas para o mercado brasileiro, a Air Peace também planeja expandir suas operações para destinos na América do Norte, Europa, Oriente Médio e outros países africanos.
Segundo a Anac, as autorizações seguiram todos os procedimentos previstos pela regulamentação brasileira para empresas estrangeiras interessadas em operar voos regulares no país.





