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Conselho Federal de Medicina libera dois novos tratamentos para câncer de próstata

Resolução autoriza uso de ultrassom focado de alta intensidade e crioablação para casos específicos da doença
Por Redação
29 de maio de 2026 - 9:38 AM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução autorizando o uso de dois novos tratamentos para câncer de próstata no Brasil. A medida permite a utilização do ultrassom focado de alta intensidade e da crioablação, técnicas consideradas menos invasivas para pacientes com perfis específicos da doença.

As chamadas terapias focais têm como objetivo destruir apenas a área afetada pelo tumor, preservando tecidos saudáveis ao redor e reduzindo possíveis efeitos colaterais associados aos tratamentos convencionais.

Técnicas buscam preservar qualidade de vida
Segundo o CFM, uma das principais vantagens das novas terapias é a menor agressividade ao organismo quando comparadas a procedimentos como a retirada total ou parcial da próstata.

O ultrassom focado de alta intensidade utiliza ondas sonoras para destruir células tumorais, enquanto a crioablação promove o congelamento das células cancerígenas até sua eliminação.

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A expectativa é reduzir complicações como:

incontinência urinária;
disfunção erétil;
e outros impactos na qualidade de vida dos pacientes.

Tratamentos não substituem a terapia padrão
O relator da resolução, o urologista José Elêrton Secioso de Aboim, destacou que as novas técnicas não são consideradas o tratamento padrão para todos os casos de câncer de próstata.

Segundo ele, os procedimentos podem ser eficazes para controlar ou até curar determinados tumores, desde que haja indicação médica adequada.

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Nem todos os pacientes poderão utilizar as técnicas
A resolução estabelece critérios específicos para a indicação das terapias focais.

Os tratamentos são recomendados para pacientes com:

câncer de próstata de risco intermediário favorável;
tumores unifocais;
e lesões localizadas em apenas um lado da próstata.

As técnicas também poderão ser utilizadas em alguns casos de pacientes já tratados com radioterapia externa e em situações específicas de câncer de próstata de baixo risco.

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Por outro lado, a norma proíbe a utilização dos procedimentos em tumores classificados como:

risco intermediário desfavorável;
alto risco;
ou muito alto risco.

Acompanhamento continuará sendo obrigatório
O CFM determinou que pacientes submetidos às terapias focais deverão realizar acompanhamento rigoroso após o tratamento.

A recomendação inclui exames periódicos de PSA (Antígeno Prostático Específico) e realização de biópsias para avaliar a eficácia do procedimento e monitorar possíveis sinais de recorrência da doença.

O câncer de próstata é um dos tipos mais frequentes entre os homens e o diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para aumentar as chances de sucesso no tratamento.