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Mercado ilegal no Brasil bate recorde e movimenta R$ 514 bilhões, aponta relatório

São Paulo lidera ranking nacional de prejuízos causados por contrabando, pirataria e comércio irregular
Por Redação
28 de maio de 2026 - 9:08 AM

 

O mercado ilegal no Brasil movimentou R$ 514 bilhões em 2025, atingindo o maior patamar já registrado no país, segundo relatório divulgado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O levantamento aponta crescimento das atividades ligadas ao contrabando, falsificação, pirataria e comércio irregular em diversos setores da economia.

O estado de São Paulo aparece como o mais afetado, concentrando prejuízo estimado em R$ 205,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 40% de todo o mercado ilegal brasileiro.

Combustíveis, cigarros e bebidas estão entre os setores mais afetados

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Segundo o relatório, os principais impactos financeiros foram registrados em setores como:

combustíveis;
cigarros;
bebidas alcoólicas;
vestuário;
eletrônicos;
e medicamentos.

O estudo aponta que o avanço da ilegalidade afeta diretamente empresas formais, reduz arrecadação de impostos e amplia a atuação de organizações criminosas.

Mercado ilegal gera perdas para economia e segurança pública

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Especialistas afirmam que o crescimento do comércio ilegal provoca impactos não apenas econômicos, mas também sociais e de segurança pública.

Além da concorrência desleal com empresas regularizadas, o avanço do setor clandestino pode:

fortalecer facções criminosas;
estimular lavagem de dinheiro;
e ampliar redes de contrabando e falsificação.

O relatório também alerta para riscos ao consumidor, principalmente em produtos como:

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medicamentos;
bebidas;
cosméticos;
e combustíveis adulterados.

São Paulo concentra maior volume do país

O estado de São Paulo lidera o ranking nacional devido ao tamanho da economia, concentração populacional e intensa circulação comercial.

Segundo o levantamento, o estado sozinho responde por mais de R$ 205 bilhões em prejuízos relacionados à ilegalidade.

Especialistas apontam que grandes centros urbanos e regiões com forte atividade logística acabam sendo mais vulneráveis à circulação de produtos irregulares.

Combate à ilegalidade envolve fiscalização e conscientização

Entidades do setor defendem reforço na fiscalização, integração entre forças de segurança e ações de conscientização da população sobre os impactos do consumo de produtos ilegais.

O Fórum Nacional Contra a Pirataria afirma que o avanço do mercado clandestino também prejudica:

geração de empregos formais;
arrecadação pública;
e investimentos na economia brasileira.

O tema segue em debate entre governos, setor produtivo e órgãos de segurança em diferentes estados do país.