O mercado ilegal no Brasil movimentou R$ 514 bilhões em 2025, atingindo o maior patamar já registrado no país, segundo relatório divulgado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O levantamento aponta crescimento das atividades ligadas ao contrabando, falsificação, pirataria e comércio irregular em diversos setores da economia.
O estado de São Paulo aparece como o mais afetado, concentrando prejuízo estimado em R$ 205,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 40% de todo o mercado ilegal brasileiro.
Combustíveis, cigarros e bebidas estão entre os setores mais afetados
Segundo o relatório, os principais impactos financeiros foram registrados em setores como:
combustíveis;
cigarros;
bebidas alcoólicas;
vestuário;
eletrônicos;
e medicamentos.
O estudo aponta que o avanço da ilegalidade afeta diretamente empresas formais, reduz arrecadação de impostos e amplia a atuação de organizações criminosas.
Mercado ilegal gera perdas para economia e segurança pública
Especialistas afirmam que o crescimento do comércio ilegal provoca impactos não apenas econômicos, mas também sociais e de segurança pública.
Além da concorrência desleal com empresas regularizadas, o avanço do setor clandestino pode:
fortalecer facções criminosas;
estimular lavagem de dinheiro;
e ampliar redes de contrabando e falsificação.
O relatório também alerta para riscos ao consumidor, principalmente em produtos como:
medicamentos;
bebidas;
cosméticos;
e combustíveis adulterados.
São Paulo concentra maior volume do país
O estado de São Paulo lidera o ranking nacional devido ao tamanho da economia, concentração populacional e intensa circulação comercial.
Segundo o levantamento, o estado sozinho responde por mais de R$ 205 bilhões em prejuízos relacionados à ilegalidade.
Especialistas apontam que grandes centros urbanos e regiões com forte atividade logística acabam sendo mais vulneráveis à circulação de produtos irregulares.
Combate à ilegalidade envolve fiscalização e conscientização
Entidades do setor defendem reforço na fiscalização, integração entre forças de segurança e ações de conscientização da população sobre os impactos do consumo de produtos ilegais.
O Fórum Nacional Contra a Pirataria afirma que o avanço do mercado clandestino também prejudica:
geração de empregos formais;
arrecadação pública;
e investimentos na economia brasileira.
O tema segue em debate entre governos, setor produtivo e órgãos de segurança em diferentes estados do país.





