Chamado Vyalev, o tratamento é indicado para pessoas que já não apresentam resposta adequada aos comprimidos tradicionais utilizados contra a doença.
A autorização foi publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União.
Desenvolvido pela farmacêutica AbbVie, o medicamento utiliza infusão subcutânea contínua de levodopa durante 24 horas, buscando manter níveis mais estáveis da medicação no organismo e reduzir oscilações motoras severas.
Tratamento busca reduzir tremores e rigidez
Com o avanço do Parkinson, muitos pacientes passam a alternar períodos de controle dos sintomas, conhecidos como momentos “on”, e fases “off”, quando o efeito da medicação oral diminui e retornam sintomas intensos como:
tremores;
rigidez;
dificuldades motoras;
e movimentos involuntários.
Segundo estudos utilizados pela Anvisa na aprovação, pacientes tratados com o novo medicamento ganharam, em média, 2,72 horas adicionais de controle dos sintomas sem movimentos involuntários graves.
A pesquisa acompanhou cerca de 130 pacientes em estágio avançado da doença durante 12 semanas.
Nova terapia pode substituir cirurgia em alguns casos
A terapia também surge como alternativa para pacientes que não podem realizar estimulação cerebral profunda, cirurgia utilizada em casos mais graves de Parkinson.
De acordo com especialistas citados no estudo:
até 60% dos pacientes possuem contraindicações médicas para o procedimento cirúrgico;
e cerca de 45% recusam a cirurgia por considerá-la invasiva.
O médico Rubens Cury, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, destacou que a infusão contínua se apresenta como alternativa importante para pacientes em estágio avançado da doença.
Efeitos adversos também foram registrados
Entre os efeitos colaterais mais relatados durante os estudos estão:
reações no local da infusão;
movimentos involuntários;
e alucinações.
Segundo os pesquisadores, a maioria dos casos foi considerada leve ou moderada.
Parkinson afeta milhares de brasileiros
A doença de Parkinson é considerada a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo.
Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 220 mil pessoas convivem atualmente com a doença no Brasil.
Especialistas avaliam que novos tratamentos podem ampliar a qualidade de vida dos pacientes, principalmente nos estágios mais avançados da enfermidade.




