O Ministério da Saúde informou nesta sexta feira (9) que o surto de hantavírus identificado em um navio que circulou pela América do Sul não representa risco direto para o Brasil neste momento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou seis casos da doença e três mortes relacionadas ao episódio.
De acordo com o governo federal, a variante do vírus ligada aos casos registrados no navio é o genótipo Andes, identificado em episódios raros de transmissão entre pessoas na Argentina e no Chile. O ministério destacou que essa variante não circula no território brasileiro.
Até agora, o Brasil identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem registros de transmissão entre humanos. A avaliação mais recente da OMS aponta que o risco global de disseminação da doença segue baixo.
O Ministério da Saúde também esclareceu que os dois casos confirmados recentemente no Paraná não possuem relação com o surto internacional monitorado pela OMS. Em 2025, o Brasil registrou 35 casos da doença. Em 2026, até o momento, foram sete confirmações.
A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes em ambientes contaminados.
A doença pode comprometer pulmões e coração e é considerada de notificação compulsória no Brasil há mais de 20 anos. Entre 1993 e 2025, o país registrou 2.412 casos e 926 mortes.
Em Piracicaba, autoridades de saúde orientam a população a manter cuidados básicos para evitar a presença de roedores em residências, terrenos e áreas rurais, especialmente durante períodos de limpeza de galpões, depósitos e locais fechados por longos períodos.





