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Dólar abaixo de R$ 5 abre oportunidade de compra, avaliam analistas

Queda da moeda americana é vista como momento estratégico para viagens e diversificação de investimentos, apesar de cenário ainda incerto
Por Redação
20 de abril de 2026 - 9:24 AM

O dólar voltou a operar abaixo de R$ 5 nos últimos dias, atingindo a cotação de R$ 4,997, nível que não era registrado desde 2024. A movimentação reacendeu o interesse de consumidores e investidores, que enxergam na queda uma oportunidade para compra da moeda norte americana.

Segundo especialistas do mercado financeiro, o atual cenário é favorável, mas exige cautela. A recomendação predominante é evitar compras concentradas e optar pela chamada formação de preço médio, estratégia que consiste em adquirir dólares de forma gradual para reduzir riscos diante da volatilidade cambial.

A estrategista Paula Zogbi afirma que o momento representa uma “janela tática” para quem deseja se posicionar na moeda. Já o analista Marcos Praça destaca que o real tem se beneficiado do contexto internacional, especialmente por estar menos exposto a tensões geopolíticas recentes.

Estratégias e formas de investimento
Entre as principais orientações está a divisão das compras ao longo do tempo, especialmente para quem planeja viagens. A prática ajuda a equilibrar possíveis oscilações no câmbio.

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Além da compra direta da moeda, há outras formas de exposição ao dólar:

Contas internacionais e cartões pré pagos, voltados para uso no exterior
Fundos cambiais, que acompanham a variação da moeda
ETFs, negociados em Bolsa e atrelados a índices internacionais
Cada modalidade envolve custos e tributações específicas, como IOF, Imposto de Renda e taxas administrativas.

Fatores que influenciam o câmbio
A recente queda do dólar está associada a fatores externos e internos. Entre eles, o otimismo com uma possível redução de tensões no Oriente Médio e o movimento global de diversificação de investimentos para mercados emergentes.

Outro ponto relevante é o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com taxas mais elevadas no Brasil, investidores estrangeiros tendem a direcionar recursos ao país, fortalecendo o real, movimento conhecido como “carry trade”.

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Riscos no horizonte
Apesar do cenário positivo no curto prazo, analistas alertam para possíveis reversões. A proximidade de eleições no Brasil pode gerar incertezas fiscais, enquanto o ambiente internacional segue instável.

Projeções de mercado indicam que o dólar pode encerrar o ano em torno de R$ 5,37, segundo estimativas do Boletim Focus.

Diante disso, especialistas reforçam que o dólar deve ser visto não apenas como oportunidade pontual, mas também como instrumento de proteção patrimonial no longo prazo.

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