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Guerra no Oriente Médio faz países buscarem petróleo do Brasil, diz IBP

Cenário internacional pressiona mercado de energia e coloca o Brasil como alternativa estratégica para segurança energética global
Por Redação
12 de abril de 2026 - 7:41 AM

A guerra no Oriente Médio tem levado países a buscar novas fontes de petróleo, e o Brasil surge como uma alternativa relevante no cenário internacional. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, nações, especialmente asiáticas,  estão interessadas em diversificar fornecedores e reduzir a dependência da região em conflito.

A movimentação ocorre após tensões envolvendo o Irã impactarem o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Com restrições no transporte marítimo, países consumidores têm redirecionado sua atenção para mercados considerados mais estáveis.

Ásia lidera busca por alternativas
De acordo com Ardenghy, países asiáticos estão entre os mais ativos nessa mudança de estratégia. China, Índia, Japão e Coreia do Sul concentram grande parte do consumo do petróleo que passa pelo Oriente Médio, o que aumenta a preocupação com a segurança do abastecimento.

Durante agendas recentes na Ásia, o presidente do IBP relatou que o Brasil passou a ser visto como uma opção viável no médio prazo, principalmente por sua estabilidade geopolítica e volume de reservas.

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Desafios para ampliar produção
Apesar do interesse internacional, a ampliação da produção brasileira não ocorre de forma imediata. Projetos no setor de petróleo, especialmente em áreas offshore, podem levar de três a quatro anos até o início da extração.

Esse prazo é maior do que em países como os Estados Unidos, onde operações em terra podem começar a produzir em cerca de seis meses. No Brasil, fatores como licenciamento ambiental e complexidade técnica influenciam o tempo de desenvolvimento dos projetos.

Oportunidade estratégica para o país
Mesmo com os desafios, o cenário é visto como uma oportunidade para o Brasil fortalecer sua posição no mercado global de energia. A avaliação do IBP é de que o país pode se consolidar como fornecedor relevante, desde que mantenha investimentos e um ambiente regulatório estável.

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