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Defensoria de Goiás processa emissoras e pede indenização a mãe de crianças mortas em Itumbiara

Ação civil pública cobra R$ 1 milhão por danos morais coletivos e aponta exposição indevida após divulgação de vídeo
Por Redação
24 de fevereiro de 2026 - 3:39 PM

A Defensoria Pública do Estado de Goiás ajuizou ação civil pública contra as emissoras Globo, CNN Brasil, Record e SBT, sob a alegação de que a divulgação de conteúdos relacionados à vida pessoal de Sarah Araújo teria contribuído para ataques virtuais contra ela após a morte dos dois filhos, em Itumbiara (GO).

Na ação, a Defensoria pede que as emissoras sejam condenadas ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. O valor, segundo o órgão, seria destinado à vítima e ao Estado de Goiás.

Divulgação de vídeo
De acordo com o processo, reportagens exibidas na televisão e em plataformas digitais teriam repercutido um vídeo em que Sarah aparece beijando um homem. O material teria sido gravado por um detetive contratado pelo ex marido, Thales Machado.

A Defensoria sustenta que a exibição das imagens reforçou uma narrativa de traição e ampliou ataques nas redes sociais, expondo a mulher em meio ao período de luto.

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Segundo o órgão, a mãe das crianças teria sido alvo de hostilidade pública, inclusive durante o velório, e precisou de escolta policial.

Pedidos à Justiça
Além da indenização, a Defensoria solicitou:

retirada das reportagens e publicações relacionadas à suposta traição no prazo de 24 horas;
fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento;
publicação de nota de retratação pelas emissoras.
O pedido de decisão liminar para retirada imediata do conteúdo foi analisado pelo Tribunal de Justiça de Goiás, que entendeu ser necessária uma análise mais aprofundada do caso. Com isso, o processo seguirá tramitação regular.

Posicionamento das emissoras
Até a publicação da reportagem que revelou a ação, Globo, Record e SBT não haviam se manifestado. A CNN Brasil informou que não foi notificada judicialmente e declarou não ter exibido o vídeo citado.

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Relembre o caso
Segundo a Polícia Civil, Thales Machado é investigado por ter atirado contra os dois filhos, Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8, na madrugada do dia 12, no condomínio onde moravam. Miguel morreu no local. Benício chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital no dia seguinte.

Após os disparos, o homem teria tirado a própria vida. O caso é tratado como duplo homicídio seguido de suicídio. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros.

Debate sobre responsabilidade
O caso envolve discussões sobre responsabilidade na divulgação de conteúdos relacionados à vida privada de pessoas envolvidas em tragédias e os limites entre interesse público e preservação da intimidade.

A ação segue em tramitação na Justiça de Goiás.

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