O Ministério Público de Santa Catarina solicitou à Justiça a exumação do corpo do cão Orelha para realização de perícia direta, além de novas diligências no caso que apura a morte do animal comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, ocorrida em janeiro.
O pedido foi protocolado na segunda-feira (9) pelas 10ª e 2ª Promotorias de Justiça da Capital, após análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados. As promotorias consideraram necessária a complementação das investigações para aprofundar a apuração dos fatos.
Entre as medidas solicitadas estão a realização de novos depoimentos para esclarecer se houve coação ao longo do processo relacionado à morte do animal. Também foi pedido o aprofundamento das diligências referentes a quatro boletins de ocorrência, incluindo a análise de vídeos e registros que possam indicar maus-tratos contra os cães da região.
Em nota, o Ministério Público destacou que o caso ainda está em fase investigatória. A 2ª Promotoria informou ainda o restabelecimento do sigilo processual, devido ao envolvimento indireto de adolescentes na ocorrência.
A Justiça fixou prazo de 20 dias para a realização das diligências solicitadas. Após a conclusão dessa etapa, o material reunido será analisado pelas promotorias responsáveis, que deverão adotar as medidas cabíveis.





