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Mãe e padrasto são investigados por morte de bebê de 11 meses após ataque de pitbull no interior de SP

Polícia apura sinais de maus-tratos e investiga se a criança já estava morta antes de ser arrastada pelo animal, em Socorr
Por Redação
3 de fevereiro de 2026 - 2:52 PM

A Polícia Civil investiga a mãe e o padrasto do bebê de 11 meses que morreu após ser arrastado por um pitbull no quintal da residência da família, em Socorro, no interior de São Paulo. O caso ocorreu no domingo (1º) e é tratado como homicídio culposo, maus-tratos e omissão de cautela na guarda do animal.

De acordo com o boletim de ocorrência, a médica que atendeu a criança no Hospital Municipal de Socorro identificou indícios de maus-tratos anteriores ao ataque. A polícia também apura se o menino já estava sem vida antes de ser arrastado pelo cachorro.

Imagens de uma câmera de segurança de um vizinho registraram o momento em que a criança é puxada pelo animal no quintal da casa. Segundo a Polícia Militar, o imóvel onde moravam o bebê, a mãe e o padrasto apresentava condições insalubres, com sujeira e presença de ratos. Testemunhas relataram à Polícia Civil que a mãe seria usuária de drogas. Até a última atualização do caso, ninguém havia sido preso.

A Polícia Civil informou ainda que irá consultar o Conselho Tutelar para verificar se a família já havia sido denunciada anteriormente ou se recebia algum tipo de acompanhamento. Em nota, o órgão afirmou que não pode fornecer informações por força do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e manifestou solidariedade à família.

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O ataque ocorreu no início da tarde de domingo, em uma residência localizada na Estrada Luiz Corozolla. O pitbull, pertencente ao padrasto, ficava solto no quintal. A criança estava sentada em uma cadeira pequena quando foi atacada e arrastada.

O padrasto afirmou à Polícia Militar que tentou fazer o cão soltar o bebê com um golpe superficial de faca. O animal foi recolhido pelo canil da Guarda Municipal e deverá ser encaminhado a uma organização não governamental.

Inicialmente registrado como morte suspeita, o boletim de ocorrência foi reclassificado ainda no domingo. Duas testemunhas já foram ouvidas, e diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.

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