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Novas regras do Pix entram em vigor e prometem agilizar devolução de dinheiro em casos de golpe

Mudanças do Banco Central permitem bloqueio automático de contas suspeitas e tornam o rastreamento das transferências mais rápido
Por Redação
2 de fevereiro de 2026 - 5:38 PM

Entraram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras de segurança do Pix, implementadas pelo Banco Central com o objetivo de facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpes ou transferências feitas sob coerção.

A principal alteração está na redução do prazo para devolução do dinheiro às vítimas. Com o novo modelo, a expectativa é que os valores sejam restituídos em cerca de 11 dias após a contestação, um tempo consideravelmente menor do que o praticado anteriormente.

Bloqueio imediato de contas suspeitas
O aprimoramento ocorre por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para permitir o bloqueio e a recuperação acelerada de valores transferidos de forma irregular.

A partir de agora, contas que recebam denúncias de fraude podem ser bloqueadas automaticamente, antes mesmo da conclusão da análise. A investigação passa a ocorrer com o dinheiro já retido, o que dificulta a dispersão dos valores entre várias contas, prática comum em golpes financeiros.

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Segundo o Banco Central, a mudança busca impedir que o dinheiro seja rapidamente transferido para outros destinos, o que costumava tornar o rastreamento mais complexo e reduzir as chances de devolução.

Rastreamento mais eficiente e integração entre instituições
Com as novas regras, o sistema de monitoramento das transferências se torna mais automatizado e integrado, permitindo acompanhar o caminho do dinheiro de forma quase simultânea à movimentação.

A comunicação entre bancos, instituições financeiras e órgãos de segurança também passa a ocorrer de maneira mais rápida, o que aumenta a eficiência na identificação de operações suspeitas.

Especialistas estimam que as mudanças podem reduzir em até 40% o número de fraudes bem-sucedidas envolvendo o Pix, representando um avanço relevante na proteção dos usuários.

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Critérios mais rigorosos contra fraudes
Além do bloqueio automático, as instituições financeiras passam a adotar critérios mais rígidos para identificar transações atípicas, com possibilidade de interrupção preventiva de operações que apresentem indícios de irregularidade.

O Banco Central afirma que o Pix continua sendo aprimorado com foco em segurança, mantendo a agilidade do sistema, mas reduzindo o espaço para a atuação de criminosos.