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Banco Central liquida Will Financeira após agravamento da crise do conglomerado Master

Instituição tinha ligação societária com o Banco Master e teve insolvência confirmada; bens de controladores e ex-administradores foram bloqueados
Por Redação
21 de janeiro de 2026 - 9:58 AM

O Banco Central decretou nesta quarta-feira, 21/01, a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. A decisão foi anunciada em comunicado oficial e ocorre em meio ao aprofundamento da crise envolvendo o conglomerado financeiro liderado pelo Banco Master, que já havia sido liquidado em novembro de 2025.

De acordo com a autoridade monetária, a medida foi adotada em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da Will Financeira, caracterizada por insolvência e por vínculos de interesse com o Banco Master. O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Master, figura também entre os controladores da Will Financeira.

Em nota, o Banco Central explicou que o conglomerado Master era classificado como instituição de pequeno porte, enquadrada no segmento S3 da regulação prudencial, com participação de 0,57% no total de ativos e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Antes da liquidação, o grupo já operava sob o Regime Especial de Administração Temporária (RAET).

A autarquia também apontou o descumprimento da grade de pagamentos junto ao arranjo Mastercard como fator determinante para a decisão, o que resultou no bloqueio da participação da Will Financeira nesse sistema. Segundo o BC, diante desse cenário, a liquidação tornou-se inevitável.

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Além da decretação da liquidação extrajudicial, o Banco Central determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição. Eduardo Bianchini, já nomeado liquidante do Banco Master, foi designado para conduzir também o processo da Will Financeira.

O BC informou ainda que seguirá adotando todas as medidas cabíveis para apurar eventuais responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e comunicações a outros órgãos competentes, conforme previsto em lei.

Procurada, a Will Financeira informou que não irá se manifestar neste momento. Já a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que a instituição possuía administração independente e gestão própria. Segundo a nota, até 17 de novembro a empresa operava regularmente sob o controle do conglomerado Master e, após a decretação da liquidação, a gestão passou a ser exercida pelo Banco Central, no regime de administração temporária. A defesa acrescentou que Vorcaro segue colaborando com as autoridades e permanece à disposição para esclarecimentos.

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