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Lula assina indulto de Natal e exclui condenados pelos atos de 8 de janeiro

Decreto mantém presos por crimes contra a democracia fora do perdão presidencial e reforça que a medida não é automática
Por Redação
23 de dezembro de 2025 - 2:19 PM

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto do indulto de Natal de 2025, mantendo fora do benefício os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília. Também ficaram excluídos do perdão presidencial os presos que firmaram acordos de delação premiada.

O indulto natalino é uma medida tradicional prevista na legislação brasileira e pode extinguir ou reduzir penas de pessoas que cumpram critérios específicos, como tempo de cumprimento da condenação, idade avançada, doenças graves ou determinadas condições pessoais. No entanto, o decreto estabelece limites claros para o alcance do benefício.

Segundo o texto assinado por Lula, não poderão ser contemplados condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que inclui os envolvidos nos atos antidemocráticos de janeiro de 2023. A decisão reforça a posição do governo federal de não conceder perdão a práticas que atentem contra a democracia.

Outro ponto destacado no decreto é que o indulto não é automático. Cada caso deve ser analisado individualmente pelo Poder Judiciário, que verifica se o preso atende aos requisitos legais previstos no texto presidencial.

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Embora seja uma decisão de alcance nacional, o indulto também impacta o sistema de Justiça nos estados e municípios, incluindo Piracicaba, já que cabe às varas de execução penal analisar eventuais pedidos com base no decreto. Especialistas apontam que, na prática, a exclusão dos crimes ligados ao 8 de janeiro reduz significativamente o alcance político do benefício neste ano.

A medida gerou repercussão em Brasília e no Congresso Nacional, especialmente entre parlamentares que defendem anistia aos envolvidos nos atos golpistas. O governo, por sua vez, sustenta que o indulto de Natal cumpre seu papel humanitário sem relativizar crimes considerados graves.