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Comissão de Direitos Humanos pede apuração sobre operação no Rio

Deputados federais defendem responsabilização após ação policial que deixou mais de 100 mortos; Anvisa e Ministério Público ainda não se manifestaram sobre eventual pedido à Procuradoria-Geral da República.
Por Redação
31 de outubro de 2025 - 4:45 PM

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) divulgou nesta quarta-feira (29) uma nota em que parlamentares pedem responsabilização pelas mortes ocorridas durante a operação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (28).

Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, o colegiado teria encaminhado um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que fosse analisada a possibilidade de prisão preventiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Até o momento, porém, não há confirmação oficial do envio ou recebimento do documento por parte da PGR ou da própria Câmara dos Deputados.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a operação, considerada a mais letal da história do estado, deixou ao menos 132 mortos, entre eles quatro policiais. O órgão informou que acompanha o caso e que será instaurado procedimento para investigar as circunstâncias das mortes.

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A nota da Comissão de Direitos Humanos foi assinada pelo deputado Reimont (PT-RJ), presidente do colegiado, e outros parlamentares de partidos de oposição, como Talíria Petrone, Glauber Braga, Erika Kokay, Tadeu Veneri, Luiz Couto, Jandira Feghali, Pastor Henrique Vieira e Enfermeira Rejane.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Reimont afirmou que o colegiado considera as mortes uma “grave violação de direitos humanos” e que a comissão pretende realizar uma visita à Penha para acompanhar as investigações.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, deve acompanhar a comitiva parlamentar durante a visita, prevista para esta quinta-feira (30).

O governo do Rio de Janeiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido da comissão. Em declarações anteriores, o governador Cláudio Castro defendeu a operação, afirmando que o objetivo foi combater o crime organizado.

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