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Uso de remédios infantis para TDAH preocupa especialistas por possível efeito dominó

Estudos apontam que parte das crianças medicadas acaba recebendo novos psicotrópicos nos anos seguintes
Por Redação
21 de novembro de 2025 - 7:13 AM

Brasil

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é cada vez mais diagnosticado na infância, embora suas causas permaneçam desconhecidas. Estimativas internacionais indicam que entre 5 e 7% das crianças no mundo apresentam o transtorno. Nos Estados Unidos, mais de sete milhões de jovens entre 3 e 17 anos convivem com o TDAH, e cerca da metade deles utiliza algum tipo de medicação.

Uma análise citada pelo Wall Street Journal aponta que 1 em cada 5 crianças que inicia tratamento medicamentoso para TDAH recebe, nos anos seguintes, outros tipos de psicotrópicos, como antidepressivos, estabilizadores de humor ou antipsicóticos.

Como surge o efeito dominó

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Segundo especialistas ouvidos pela imprensa internacional, em muitos casos os efeitos colaterais dos primeiros medicamentos acabam desencadeando novas prescrições destinadas a controlar sintomas adicionais. Entre os efeitos mencionados estão insônia, irritabilidade e perda de apetite.

Esse ciclo medicamentoso preocupa profissionais de saúde porque pode criar uma escalada de tratamentos, na qual um medicamento gera a necessidade de outro, que por sua vez desencadeia novos ajustes.

Risco maior entre crianças pequenas

Dados do levantamento mostram que crianças entre 4 e 6 anos que começaram a utilizar medicamentos para TDAH muito cedo foram justamente as mais propensas a receber outras prescrições ao longo do tempo.

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Pesquisadores afirmam que a avaliação contínua, o acompanhamento multiprofissional e o monitoramento dos efeitos colaterais são fundamentais para evitar a exposição desnecessária a múltiplos fármacos durante a infância.

Situação em outros países

A preocupação não se restringe aos Estados Unidos. A Austrália tem registrado aumento de casos de intoxicação medicamentosa envolvendo remédios usados no tratamento do TDAH. Os efeitos relatados incluem queda de pressão arterial e dificuldade respiratória, o que levou autoridades de saúde a reforçar alertas sobre o uso e o armazenamento adequado desses medicamentos.

Informações adicionais permanecem em apuração pelas autoridades competentes.

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