A forte tempestade que atingiu a cidade de São Paulo na tarde desta terça-feira (27) foi acompanhada por intensa atividade elétrica. De acordo com a Defesa Civil do Estado, foram registrados 1.181 raios apenas no município, número considerado elevado para um único evento climático.
Segundo especialistas, os raios são descargas elétricas que ocorrem entre nuvens carregadas de eletricidade e o solo, ou ainda entre nuvens. O fenômeno se forma a partir do atrito do ar em movimento com gotículas de água e partículas de gelo no interior das nuvens de tempestade, o que gera acúmulo de cargas elétricas.
A potência de um raio pode alcançar, em média, até 15 mil ampères, sendo suficiente para causar danos materiais, interrupções no fornecimento de energia e riscos graves à vida humana. Pessoas atingidas por descargas elétricas podem sofrer parada cardiorrespiratória e necessitam de atendimento imediato.
De acordo com o cardiologista Fabio Grunspun Pitta, do Hospital Israelita Albert Einstein e do Incor, o socorro rápido é essencial.
“Em casos de vítimas atingidas por raio, é fundamental iniciar imediatamente a compressão torácica e a massagem cardiopulmonar para aumentar as chances de sobrevivência”, explica.
As autoridades reforçam a importância de evitar áreas abertas, árvores isoladas, estruturas metálicas e o uso de aparelhos eletrônicos conectados à rede elétrica durante tempestades com raios, como forma de reduzir o risco de acidentes.





