A Novo Nordisk informou que a semaglutida, princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Rybelsus, não apresentou eficácia para retardar a progressão do Alzheimer em estudos clínicos de fase 3. Os resultados vieram dos ensaios EVOKE e EVOKE+, que compararam o uso da substância ao placebo em pacientes com diagnóstico inicial da doença.
Segundo a farmacêutica, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos avaliados. A expectativa era que a semaglutida pudesse oferecer algum benefício neuroprotetor, já que pesquisas anteriores indicavam redução de risco de demência entre diabéticos usuários de medicamentos da classe GLP-1.
Reação do mercado
A divulgação impactou o setor financeiro, resultando em queda no valor das ações da Novo Nordisk. Havia grande expectativa do mercado em relação ao possível avanço da empresa em uma nova área terapêutica, considerando o sucesso comercial obtido pela semaglutida no tratamento de diabetes e obesidade.
Próximos passos
Apesar dos resultados negativos, a empresa afirmou que seguirá acompanhando estudos em andamento sobre o papel dos agonistas de GLP-1 em doenças neurológicas. O Alzheimer permanece como um dos maiores desafios da medicina, com tratamentos ainda limitados para retardar sua evolução.





