O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra a meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano. A medida foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União e mantém o imunizante disponível apenas na rede privada.
Motivos apontados para a não inclusão
A decisão foi baseada em análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que considerou fatores econômicos e técnicos. Entre os principais pontos estão o alto custo da vacina, o impacto no orçamento público e avaliações que indicaram baixa relação custo-efetividade para inclusão ampla.
Também foram citadas incertezas sobre a duração da proteção oferecida pelo imunizante e seu impacto na redução da circulação da bactéria.
Impacto financeiro
Segundo estimativas, a incorporação da vacina poderia ultrapassar R$ 5,5 bilhões em cinco anos. O custo anual representaria uma parcela significativa do orçamento do Programa Nacional de Imunizações, que atualmente é de cerca de R$ 8 bilhões para mais de 30 vacinas.
Acesso restrito à rede privada
Com a decisão, famílias que desejarem imunizar crianças contra o sorogrupo B da meningite precisarão recorrer à rede privada. O valor por dose varia entre R$ 600 e R$ 750, podendo ultrapassar R$ 2 mil no esquema completo.
Situação da doença no Brasil
Dados recentes indicam que a meningite bacteriana segue como um desafio de saúde pública. Em 2025, foram registrados mais de 2 mil casos no país, com centenas de mortes. Parte desses casos está associada ao sorogrupo B, mais comum entre crianças pequenas.
A doença pode evoluir rapidamente e apresentar alta taxa de letalidade, além de risco de sequelas graves entre os sobreviventes.
Possibilidade de revisão
O Ministério da Saúde informou que a decisão não é definitiva e poderá ser reavaliada futuramente, caso surjam novas evidências científicas ou mudanças nos custos da vacina.





