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Mais de 3 milhões de adolescentes precisam completar vacinação contra a dengue no Brasil

Ministério da Saúde alerta para atraso na segunda dose da vacina, aplicada três meses após a primeira; país também tem quase 4 milhões de doses distribuídas que ainda não foram utilizadas
Por: Redação
27 de outubro de 2026 - 12:41 PM

Mais de 3 milhões de adolescentes brasileiros receberam a primeira dose da vacina contra a dengue, mas ainda precisam completar o esquema vacinal, segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O levantamento foi divulgado pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, durante a 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro.

A informação foi publicada pela Agência Brasil na segunda-feira (26) e chama a atenção para a necessidade de atualizar a vacinação antes do período de maior circulação da dengue, normalmente associado aos meses mais quentes e chuvosos.

A vacina Qdenga, utilizada na estratégia nacional de imunização, exige duas doses, com intervalo de três meses, para completar o esquema recomendado.

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Brasil aplicou mais de 11,8 milhões de doses
Segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o país já administrou mais de 11,8 milhões de doses da vacina contra a dengue.

Desse total:

7,6 milhões correspondem a primeiras doses;
4,2 milhões correspondem a segundas doses;
Mais de 3 milhões de adolescentes ainda precisam completar a vacinação.
O Ministério também informou que quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram aplicadas.

Os números são nacionais e mostram a necessidade de ampliar a procura pela segunda dose entre pessoas que já iniciaram a imunização.

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É importante observar que nem toda pessoa que recebeu a primeira dose está necessariamente atrasada, pois algumas ainda podem estar dentro do intervalo previsto para a aplicação da segunda.

Quem pode receber a vacina contra a dengue pelo SUS?
A vacinação com a Qdenga está disponível na rede pública para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme a estratégia nacional do Ministério da Saúde.

Inicialmente, a campanha foi concentrada em municípios com maior incidência da doença, mas a oferta foi ampliada progressivamente para todo o país.

A definição da faixa etária levou em consideração as evidências de segurança e o risco de desenvolvimento de formas graves da dengue.

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O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de ampliar a vacinação para outras idades, mas essa decisão depende de avaliações técnicas, condições operacionais e disponibilidade de recursos.

Não há, no levantamento apresentado, anúncio de ampliação geral da Qdenga para adultos pelo SUS.

Por que a segunda dose é importante?
A vacina contra a dengue foi incorporada à estratégia nacional para reduzir o risco de adoecimento, especialmente de formas graves.

No caso da Qdenga, o esquema recomendado exige duas aplicações.

A segunda dose, administrada três meses após a primeira, é necessária para completar a proteção prevista no esquema vacinal.

Por isso, pais e responsáveis devem verificar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes que já receberam a primeira dose.

Caso o intervalo recomendado tenha sido ultrapassado, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e atualização do esquema.

A vacinação não elimina a necessidade de combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

Verão pode aumentar risco de transmissão
Durante a apresentação, Eder Gatti destacou a importância de antecipar a imunização ao período de maior circulação do vírus.

Nos meses mais quentes e chuvosos, as condições ambientais costumam favorecer a reprodução do mosquito transmissor.

Segundo o diretor do PNI, a possibilidade de influência do fenômeno climático El Niño também exige atenção para o próximo verão.

Isso não significa que um aumento específico de casos esteja confirmado para Piracicaba. O comportamento da doença depende de fatores locais, climáticos e epidemiológicos.

Além da vacinação, a prevenção deve incluir a eliminação de recipientes com água parada, a limpeza de calhas e a manutenção adequada de caixas e reservatórios de água.

Vacina do Butantan continua com aplicação suspensa
O Ministério da Saúde também apresentou informações sobre a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Segundo Eder Gatti, a aplicação desse imunizante permanece suspensa após a identificação de três casos de dengue grave, incluindo dois óbitos, entre mais de 500 mil pessoas vacinadas.

Ainda não foi comprovado que a vacina tenha causado os casos relatados.

A suspensão foi adotada como medida de precaução diante de um sinal de segurança que precisa ser investigado.

O Ministério informou que são necessários estudos complementares antes de uma decisão sobre a retomada da vacinação.

A situação da vacina do Butantan não deve ser confundida com a estratégia de imunização que utiliza a Qdenga, aplicada em duas doses.

E como fica a vacinação em Piracicaba?
Em Piracicaba, famílias com crianças e adolescentes de 10 a 14 anos devem conferir a situação vacinal e procurar orientação nas unidades municipais de saúde.

Quem recebeu a primeira dose há três meses ou mais e ainda não completou o esquema deve verificar a possibilidade de receber a segunda aplicação.

Os dados divulgados pelo Ministério da Saúde não informam quantos adolescentes de Piracicaba estão com a vacinação incompleta.

Também não há, nesse levantamento, informações específicas sobre o estoque de vacinas ou a cobertura atual do município.

Por isso, a disponibilidade deve ser consultada diretamente na rede municipal de saúde.

Vacinação e combate ao mosquito precisam continuar
O Ministério da Saúde informou que mantém contratos para o fornecimento da Qdenga, com previsão de entrega de 9 milhões de doses em 2026 e outras 9 milhões em 2027.

A estratégia busca manter a vacinação do público contemplado pelo SUS.

Para a população, a principal orientação é não deixar de completar o esquema recomendado e continuar adotando medidas de prevenção dentro de casa, nos quintais e em áreas comuns.

A combinação de vacinação, vigilância epidemiológica e controle dos criadouros é fundamental para reduzir os riscos da dengue.