O coração bate milhares de vezes por dia, quase sempre sem ser percebido. Mas, quando surgem sinais de que algo não vai bem, reconhecer os sintomas e buscar atendimento rapidamente pode fazer diferença. Nesta terça feira, 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração chama atenção justamente para a prevenção e o diagnóstico das doenças cardiovasculares.
Em 2026, a campanha da Federação Mundial do Coração tem como lema “Don’t Miss a Beat”, traduzido como “Não perca nenhuma batida”. A proposta é alertar para sintomas que podem ser ignorados ou confundidos com outros problemas e reforçar a importância do controle dos fatores de risco.
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Federação Mundial do Coração, elas provocam cerca de 20 milhões de mortes por ano. A entidade estima ainda que grande parte dessas mortes está associada a fatores que podem ser prevenidos ou controlados.
No Brasil, o problema também tem grande impacto. Informações reunidas pelo Ministério da Saúde apontam cerca de 400 mil mortes anuais relacionadas às doenças cardiovasculares.
Pressão alta pode avançar sem sintomas
Um dos principais desafios da prevenção cardiovascular é que alguns fatores de risco podem permanecer silenciosos por muito tempo.
É o caso da hipertensão arterial. Boletim do Ministério da Saúde destaca que uma parcela expressiva das pessoas com pressão alta não sabe que tem a condição, justamente porque ela muitas vezes não provoca sintomas perceptíveis.
Colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso e alimentação inadequada também estão entre os fatores associados ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares.
Por isso, a prevenção não depende apenas de procurar atendimento quando aparece dor. Acompanhamento de saúde, aferição da pressão arterial e controle de fatores como colesterol e glicemia ajudam a identificar riscos antes que uma emergência aconteça.
Hábitos do dia a dia fazem diferença
A campanha deste ano reforça que mudanças consistentes na rotina podem contribuir para a proteção do coração.
A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada e o abandono do tabagismo estão entre as medidas relacionadas à redução do risco cardiovascular. O acompanhamento adequado de condições como hipertensão e diabetes também é parte importante da prevenção.
Como forma de estimular o movimento, a Federação Mundial do Coração propôs durante setembro o desafio “Keep the Beat”, incentivando a prática de pelo menos 20 minutos de atividade física por dia.
Não é necessário transformar toda a rotina de uma vez. A própria campanha destaca a importância de mudanças pequenas e frequentes, como caminhar mais, pedalar e incorporar escolhas mais saudáveis no cotidiano.
Saiba reconhecer sinais de um possível infarto
Além da prevenção, reconhecer os sinais de emergência é fundamental.
Segundo o Ministério da Saúde, o infarto pode provocar dor ou desconforto no peito, geralmente com sensação de peso ou aperto. A dor pode irradiar para as costas, rosto ou braços.
Também podem surgir falta de ar, suor frio, palidez e sensação de desmaio. Em idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser menos característicos e, em alguns casos, o infarto pode ocorrer sem a dor típica no peito.
Diante de sintomas compatíveis com infarto, o Ministério da Saúde orienta acionar imediatamente o Samu pelo telefone 192 ou procurar atendimento de emergência. Quanto mais rápido começa o atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir complicações.
Cuidar do coração também passa pela prevenção
O lema “Não perca nenhuma batida” procura chamar atenção não apenas para as emergências, mas também para o que acontece antes delas.
Conhecer os próprios fatores de risco, manter acompanhamento de saúde e não ignorar sintomas diferentes do habitual são atitudes que ajudam a reduzir a ocorrência e a gravidade das doenças cardiovasculares.
No Dia Mundial do Coração, a mensagem central é simples: o cuidado não deve começar apenas quando aparece uma emergência. Prevenção e informação também fazem parte da proteção cardiovascular.





